segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O SOL SAIU (MAS POR POUCO TEMPO)


Faz tempo que eu estava louco para postar a imagem acima, mas esse tempo desgraçado não deixava e uma nova frente fria está vindo esta semana. Então aproveitando o dia de hoje, aqui vai. Bom proveito!

(para que não sabe a frase é o início de Summertime da ópera-jazz Porgy&Bess de Gershwin cuja melhor e mais bela versão é com Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, mas ficou famosa na voz sofrida de Janis Joplin)

CRIE SEU SUPER-HERÓI

Olha que site bacaninha. Você entra lá, escolhe uma série de coisas e pronto! Desenvolve seu próprio super-herói, com símbolo, poderes e tudo mais. Então é com prazer que lhes apresento o Consigliere de Aço (em inglês: The Steel Modafóka), cujos poderes são transformar sua pele em metal para aguentar as pancadas da vida, combater a ignorância geral e usar sua espada laser em cima dos diretores de filmes ruins, por mais fálica que ela possa ser (lembre-se: meu Schwartz será sempre maior que eu seu)!

Sua maior inimiga é Pat Lôraburra, que escreve MAIS ao invés de MAS; fala "Demorô"; relação para ela, só por Orkut; se posa de muito zen sem saber nada sobre a filosofia e ainda gasta muito sem não produzir NADA de decente!


Entra lá no HERO FACTORY, crie o seu e mande para mim!

DESCULPAS E MUDANÇAS

Pois é, fiquei um tempão sem postar graças ao Speedy que após me ofertar mais banda para acesso, errou feio na mudança e fiquei uma semana sem internet nenhuma. Uma semana de brigas até conseguir voltar ao mundo internético mas aí já era Natal e tudo mais e dancei feio.

Para 2009 algumas mudanças na vida. Postarei semanalmente. Um dia conto porque.

Abraços e feliz ano novo!

Claudio

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

VARIAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA





Um dos grandes e imbatíveis sucessos deste ano foi EU SOU A LENDA com Will Smith. Mue irmão, por exemplo, virou um fanático pelo filme, já colocando-o como obra-prima. Pois é, a nova versão é, na realidade, a terceira do livro de Richard Matheson. Matheson é um dos grandes nomes da ficção científica psicológica, junto com Ray Bradbury. Porque a ficção nada mais é que uma desculpa para interpretar e analisar o comportamento humano. A fantasia é pano de fundo para uma crítica à sociedade atual. Gene Roddnebery usou isso para criar Star Trek, já que sua idéia original era uma série passada numa base militar nos anos 60 e os produtores mandaram-lhe um sonoro NÃO. OK, o homem transportou para o espaço e aproveitou para tratar de drogas, hippies, racismo, segunda guerra, guerra fria e tudo mais....... só os nerds de plantão não vêem desta maneira.

Voltando a Eu sou a Lenda, nestas duas semanas li o livro e assisti às 3 versões de filmes. O autor da obra foi o escritor e roteirista de O Incrível Homem que Encolheu. Para quem viu essa grande peça do cinema, é a história de um cara que, devido a uma nuvem radioativa, começa a diminuir, até a níveis sub-atômicos. É a deixa para mostrar a pequenez do ser humano frente ao universo. Essa mesma temática também aparece nessa história de um homem, único sobrevivente de uma praga que transformou pessoas em vampiros. De dia ele sai para matar as feras. De noite é atacado por elas. Existe toda uma explicação na obra literária sobre a praga, o porque do vampirismo e até porque ele não foi afetado. Mas a grande sacada do livro é que ele acha uma mulher normal no meio do caos, só para descobrir que existe pessoas infectadas que conseguiram desenvolver um soro que retarda o avanço da bactéria. E agora, essas pessoas querem matá-lo, porque ele é o grande matador de vampiros. Essa inversão de papéis, de herói matador de monstro para monstro matador dos herdeiros do planeta Terra é simplesmente genial. Ele é capturado e será morto. Daí sua imaginação colocar que ele deixou de ser um humano para se tornar uma lenda. Aquela que assusta os cidadãos à noite.

A primeira versão do filme, Mortos que Matam (1964), com Vincent Price, produção ítalo-americana, é muito fiel ao livro. Até em detalhes mínimos. Só que cai num cacoete que as outras imitaram, o fato de Neville ser cientista e tentar descobrir uma cura. No livro ele quer mesmo é entender o que aconteceu, mas a cura mesmo (ou quase isso) é descoberta pelos vampiros. Muito bem sacado e dirigido, apesar das interpretações exageradas da década de 60. Destaque para a cena final, com Robert (no filme Morgan, não Neville) sendo cerdado pelos quase curados vampiros e gritando EU SOU UM SER HUMANO...VOCÊS NÃO PASSAM DE MUTANTES.
Em 1971 surgiu Omega Man ou A Última Esperança sobre a Terra, com Charlton Heston na sua fase de ficção B. Quando eu assisti na TV, adorei, mas revendo-o agora dá para ver que o filme é uma droga. Neville é um cientista do exército americano que sobra e mata ops zumbis (não são vampiros) à noite. Ao achar pessoas ainda não infectadas tenta achar uma cura. Os zumbis são conscientes e liderados por um ex-âncora da TV. É ele que dá um show no filme, já que quer matar Neville pois é o último representante da Era da Roda. O filme é tão tosco em alguns momentos que quando Roberta está passando na cidade abandonada, a Cçamera dá uma panorâmica e lá no fundo você vê carros passando numa ponte. Terrível. Neville descobre a cura e é morto por uma lança, como no primeiro filme.

Aí fizeram Eu sou a Lenda com Will Smith transportando a história de Los Angeles para Nova Iorque e ainda transformando as pessoas em monstros não conscientes. Neville, aqui também, é cientista e quer descobrir uma cura. No final que foi ao cinema ele descobre-a mas morre. No final alternativo do DVD (que sabe-se lá porque foi desprezado), ele descobre que os monstros não queriam matá-lo. Na realidade o monstro líder só queria sua namorada (sequestrada por Neville para testes) de volta. E Neville acaba sacando que não cura. Que a Terra é deles, os monstros, e deixa NY.

Apesar de todos os efeitos especiais e tudo mais, nenhuma versão supera a primeira ou o livro. Perdeu-se esse sentido que estamos nos destruindo e qual é o próximo passo da evolução ou involução humana. Perdeu-se essa inersão de valores, quem é herói, quem é vilão. De uma certa maneira estamos virando zumbis, monstros e vampiros sem idéia própria. É só assistir Big Brother ou conversar com um fã do programa que você vai sacar o que estou falando.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

BOM FIM-DE-SEMANA

DESCULPE NOSSA FALHA

Eu dei um tempo no Blog porque estpu com outros planos na cabeça e pesquisando umas coisas aí (ou seja, disse tudo mas não disse nada). Tentarei na semana que vem, ok?

Abs

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O FILME DO FINDE

Só um este fim-de-semana e um bem interessante. Todo mundo quase morto, tradução idiota para Shaun of Dead, é uma comédia inglesa de zumbis, feita em 2004. Aliás, o filme faz referência a muitos filmes do gênero como Dawn of Dead de George Romero ou A Noite dos Mortos-Vivos para contar uma história típica de comédia-romântica. Simmon Pegg, o novo senhor Scotty de Star Trek, é um fracasso na vida, morando com amigos, trabalhando numa loja onde ninguém o respeita, odiando o padrasto e aguentando a mãe. Sua namorada fica de saco-cheio e lhe dá o pé. Tudo isso em meio a uma infestação de um vírus que transforma os mortos em zumbis. O filme é diferente. Começa como comédia, tem cenas fortes no final e volta a ser engraçadinho. Só que se você encarar a história toda como metáfora para entrar de cabeça em um relacionamento e amadurecer, vai poder curtir mais ainda. Não posso expor mais aqui para não estragar o filme! Boa semana!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

5 SENSACIONAIS CLIPES TOSCOS

Todo mundo fala em geração MTV, mas a emissora alterou completamente a maneira da música ser vendida. Ela não inventou o video-clipe, mas o transformou numa obrigação a qualquer músico. Antes da MTV aqui no Brasil, nós tínhamos o SOM POP na Cultura, apresentado pelo inexpressivo e totalmente adequado Paulinho Heavy, lembra disso? O barato era que eles mostravam clipes de Led Zepellin, Iron Maiden, Queen, Pink Floyd e outros grandes nomes do verdadeiro rock. O lance porém, é que eles não tinham um vasto acervo e dá-lhe Saxon toda semana! Eu e meu irmão não perdíamos um programa e até pouco tempo ele ainda tinha uma fita de vídeo com o que gravava no programa. Toda essa introdução é para mostrar alguns clipes que garimpei no Youtube, tentando relembrar esse trecho de história dos sábados do passado. Se hoje esses clipes podem parecer toscos, na época eram sensacionais. E se me permitem, ainda acho que são!

Can You Feel It com Jackson Five
Esse aqui era uma mistura do filme Xanadu com propaganda do cursinho Etapa, bem na tentativa de ser psicodélico e já mostrando Michael como salvador da humanidade:



You Might Think com The Cars
Muito antes do Dire Straits usar a computação gráfica em Money for Nothing, o The Cars já nos brindava com esses super-efeitos especiais num clipe totalmente surreal. A modelo do clipe é Paulina Porizkova, que acabou se casando com Rick Ocasek, vocalista da banda. Lucky bastard.



Just a Gigolo com David Lee Roth
A música originalmente é de Louis Prima, mas Roth fez uma versão que agradou a todo mundo logo depois de deixar o Van Halen. A tiração de sarro dos cantores é soberba com sósias perfeitos de Michael Jackson, Boy George, Willie Nelson, Billy Idol e Cindy Lauper. A gente só não entende porque o Davie Boy faz tanta questão de juntar tantas mulheres deslumbrantes se ele não gosta muito da fruta.



Sledgehammer com Peter Gabriel
Gabriel não gostava dos clipes e só topava fazer um se pudesse aliar a outra arte experimental e no caso, animação quadro-a-quadro. O resultado é uma festa para os olhos. By the way, se você nunca prestou atenção na letra, faça agora. São só metáforas para sexo!



Take on Me com A-HA
Ok, o conjunto e a música são de doer, mais anos 80 impossível, mas os efeitos do clipe são de vanguarda até para os padrões de hoje. E ainda tinha a atriz Ellen Barkin na história!



Menção Honrosa: I Want to Break Free com Queen
Este é um dos vídeos mais ridículos, patéticos e com cara de Freddie Mercury que já foi produzido. O grupo vestido de mulher é ótimo (especialmente o Roger Taylor), mas a parte do Pan ou seja lá que figura mitológica ele quis fazer, rolando sobre as mulheres é de um mal gosto cavalar! Mais gay impossível! Só que o Freddie faz falta hoje em dia!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

GENIAL PARA AMANTES DOS CINEMAS!

Olha só isso. Dois irmãos contam, em 3 minutos e meio, os segredos de 100 filmes. Se você não assistiu os 100, ok, dá para rir do mesmo jeito e não estragar as surpresas mesmo porque o texto que eles fizeram é muito bom e as analogias são perfeitas. Bom divertimento!


terça-feira, 25 de novembro de 2008

A PEDIDOS...


A Argentina também tem bunda! Veja a primeira foto!
(MAS É SÓ ELA...PESQUISEI CHILE, COLOMBIA, PERU, VENEZUELA....E NADA DE BUNDA)

ORA, ORA, ORA....O BRASIL!

Veja só que bizarro, caro internauta amigo. Algo que você pode fazer em casa sem correr perigo nenhum.
Entre no Google. Primeiro digite Brasil e mande ver as imagens da busca. Olhe o que aparece:


Analisemos. A primeira foto: bunda! A terceira: mulher gostosa. Depois é praia, futebol etc etc etc. Agora, só por diversão, digite a busca para Brazil, com Z mesmo. O resultado?

Segunda foto e terceira fotos? Bunda! Vamos tentar algo mais.... que tal Brazilian?

Olha lá! Na primeira foto...HÁ... Bunda! Depois um montão de mulher e ainda a terceira foto da segunda fileira é um filminho pornô nacional. Só que não vamos desistir....vamos tentar brasileira, só para provocar:

Huuuuum.....temos um peito na primeira foto, futebol, bunda, carnaval e filme pornô. E para encerrar, vou variar um pouco e tentar brasileiras, no plural:

Olha lá de novo em primeiro lugar...... BUNDA!!! E mulheres!!! Não é bárbaro? Nem vou perder meu tempo com longos discursos sobre imagem nacional, nem nada, porque esse post já me divertiu muito.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

TESTE: PLAYBOY DOS ANOS 80

Eu não curto muito postar nu ou baixaria aqui no blog, mas não resisti à tentação de montar esse quizz depois que entrei num site que traz todas as capas e ensaios principais da Playboy brasileira de 1976 até hoje. Este aqui vai para aqueles que, como eu, babavam nas musas dos anos 80. Se quiser ver o site depois do quizz, clique aqui, mas não vale colar.


domingo, 23 de novembro de 2008

P.S. (atualizado)

PARABÉNS! TADEU ACERTOU O FILME E GANHARÁ EM SUA CASA UMA TV COLORADO RQ E UM REFRIGERADOR PROSDÓCIMO, ALÉM, É LÓGICO, DO DORMITÓRIO BARTIRA. E AINDA O BRASILINO DE PRESENTE. E MAIS: A MÃE, FICA COM O COPO (QUERO VER VOCÊ SE LEMBRAR DESSA!!).


Eu aposto que só o Johnny vai saber em que filme baseei o logo desta semana...

FILMES DO FERIADO

Tá dando onda: quando esse desenho animado estreou não dei muita bola porque não aguentava mais pinguins. Seja dançando (Happy Feet) ou agindo como um bando de policiais de seriado dos anos 60 (Madagascar) ou fazendo um retrato das virtudes da família (A Marcha dos Pinguins). Ledo engano. Tá dando onda dá um caldo neles (ok....trocadilho idiota). Filmado inteiramente como se fosse um documentário, o filme dá um show de humor e piadas tão idiotas quanto brilhantes. E tem Jeff Briges fazendo o super-campeão de surf Z, parodiando a ele mesmo em O Grande Lebowski (se você não viu esse filme, corte os pulsos). Sem contar que a animação computadorizada do mar e das ondas beira a perfeição. Assista já!

Trovão Tropical: uma grande porcaria, sem graça, estúpido e feito para quem não tem cérebro. Quer mais? Até Robert Downey Jr., um dos atores mais incompreendidos desta geração está patético na sua interpretação de um ator do "método" que quer agir como um negro porque seu personagem assim requer. Dois pontos que se salvam: os trailers fictícios no comecinho do filme e a maquiagem aterradora de Tom Cruise (que está igualmente patético na interpretação exagerada). Fuja. Mas antes me responda: o que o pessoal vê no Ben Stiller no Jack Black?



O Fim dos Tempos: sabe o que M. Night Shyamalan e o Ultrage a Rigor tem em comum? A maldição de suas primeiras obras terem sido tão geniais, tão contundentes, que qualquer coisa que fizeram depois acabam sendo muito fracas (sim, estou falando de O Sexto Sentido e de Nós Vamos Invadir sua Praia, respectivamente). Não que eu ache todos os outros filmes do diretor de origem indiana ruins (odiei Corpo Fechado e Sinais, mas gostei de A Vila e de A Dama do Água). Aqui, esta nova obra, bem ao gênero Ame-o ou Odeio-o, as pessoas começam a agir sem sentido e se matar. Acredita-se ser um ataque terrorista, mas os autores são bem piores do que se pensa. Os suicídios são horrorosos e o clima é tenso pacas. Mas o final é bem bobinho, meio que uma tentativa de ser aliviador. Eu gostei como diversão. E para ficar com medo. Veja o que você vai achar e comente aqui. Em tempo: o nome em inglês, O ACONTECIMENTO, é bem melhor que Fim dos Tempos. E mais coerente.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

BOM FERIADO

Além da brilhante resposta do aluno, deixo vocês com um pensamento para o feriado prolongado:

ENQUANTO OS BEATLES QUERIAM PEGAR NA MÃO, OS ROLLING STONES QUERIAM PASSAR A NOITE JUNTOS!

enough said!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

SOBRE FIGURAS HISTÓRICAS


Não sei onde esse texto vai me levar, mas vamos lá! Voltando de uma visita a minha filha no sábado vi no painel eletrônico da rodovia dos Bandeirantes os dizeres "15 de novembro - Proclamação da República". É engraçado quando você viaja sozinho o ato de dirigir te leva a pensamentos distantes e surreais. Os meus foram sobre como fomos ensinados na escola no tocante à história do Brasil. Para quem foi criado em governo militar como eu, então, pior ainda. As versões oficiais povoavam a educação no Brasil e aprendemos coisas absurdas que, à luz da razão, mostram-se menos românticas e mais sacanas. Vamos ver....

... o Brasil foi descoberto por acaso, certo? O lance da calmaria, caminho para as Indias e tudo mais. Bullshitt! Portugal já sabia que tinha terra aqui, mesmo porque o Tratado das Tordesilhas, de 8 anos antes do descobrimento, era a revisão de outro tratado (não me lembro o nome) que dava à Portugal um enorme pedaço de água. Os lusos, nada burros como reza a piada, fizeram mudar as coordenadas definidas pela Ilha de Cabo Verde e ficaram com boas terras no litoral da Terra de Santa Cruz.

... a independência doi proclamada por D. Pedro I que amava essa terra varonil e não aguentava mais os desmandos de Portugal, certo? Mega-Bullshitt! Pedro foi instruído pelo pai a declarar a filial independente assim os negócios ficavam na família e não nas mãos de verdadeiros brasileiros natos descontentes. Grande negócio, já que pagamos ATÉ indenização à matriz pela brincadeira.


... Marechal Deodoro da Fonseca foi um grande republicano que mobilizou o país e transformou-o numa grande república, certo? Nope. Fonseca era amigo íntimo e pessoal de D. Pedro II, esse sim um tremendo republicano. Para você ter uma idéia, o monarca dizia que queria que o Brasil se democratizasse e que ELE sairia eleito e só assim seria um estadista legítimo. Deodoro o fez sob pressão de perder seu emprego, a contragosto. E o pobre Pedro, inteligente e sábio, foi exilado.

... Duque de Caxias, patrono do exército foi chamado de Grande Pacificador e lutou bravamente contra as tropas do cruel Solano Lopes. Caxias era, como todo militar em uma guerra, um cruel estrategista. Paraguai perdeu mais de 60% de sua população nessa guerrinha e ainda o que é hoje o Mato Grosso. O Duque mandava massacrar todo mundo e até acusações de guerra bacteriológica ele teve (parece que mandava jogar corpos com cólera nos rios para empestear as vilas paraguais). Mas cuidado com as versões correntes. Tem uma super-esquerdista, escrita por Chiavenato que, pelos comentários, é tendenciosa quanto aos motivos e aos participantes da guerra.

... e Tiradentes? Era um zé-mané nessa coisa toda, o boi de piranha da inconfidência. Como os outros caras dessa brincadeira era todos ricos e influentes, sobrou para um alferes qualquer ser sacrificado. E fico feliz que saber que até sua imagem oficial foi revista já que um alferes do exército não seria barbudo e cabeludo. Fizeram isso para criar imediata relação com Jesus Cristo.


... e os jesuítas? Meu avô, historiador premiado, dizia que a cruz usada nas catequeses era aquela formada no cruzamento da lâmina e na manopla de um sabre, já que os jesuítas foram muito responsáveis pelos massacres aos índios nativos, especialmente aqueles que não queria "ver a luz". O ódio do nonno era tão grande, conforme conta conta minha mãe, que uma vez ele estava na soleira de sua casa, quando um homem bateu palmas e disse ao velho "Boa tarde, eu sou da Companhia de Jesus". Meu avô tascou-lhe direto no estômago: "Jesus nasceu entre burros e morreu entre ladrões. De qual das suas companhias você se refere?". O homem era grande!


Eu já desanquei Lampião em uma postagem anterior. Não é minha intenção fazer troça com a história do Brasil. Só queria, uma vez, ver a verdadeira história ensinada para as crianças, mostrando o sentido das coisas. Obviamente que a inconfidência, a independência, a vinda da família real, a república, a revolução de 30 e a de 64 são importantíssimas para mostrarem como chegamos aqui. Só que não precisa enfeitar demais porque a realidade é MUITO mais interessante!

PARA QUEM AINDA NÃO VIU


Saiu o trailer de Star Trek movie legendado no Omelete. Tentei copiar o Html que eles disponibilizaram no site, mas não funcionou, então entra lá e veja. Gostei do que vi, apesar do trailer ter os vícios de TODOS os trailers atuais (emoção crescente, edição rápida, música neurótica e um BUM no final). Gostei particularmente do Scotty alegre dizendo que gosta da nave e do McCoy negativo (perfeito, aliás) como sempre falando dos perigos do espaço, e não entendi o Spock pegando o Kirk na porrada (ok, vou entender quando ver a película). Aliás, estranhei a voz do Spock (ok, é nerdice pura, mas sempre apreciei que o orelhudo tinha voz grossa - combinava com o personagem). Aprovei mais esse preview que o trailer final de Watchmen (que ficou bem ruinzinho). Confira também o site oficial de Star Trek com o trailer em alta definição: startrekmovie.com.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

OBJETO DE DESEJO

Na falta de coisa melhor para postar vou mostrar algo que saiu nos EUA e custa a bagatela de US$ 179! A coleção completa de Jeannie é um Gênio em DVD COM A GARRAFA ONDE ELA MORAVA! Pena que a loira não venha junto (porque convenhamos, a mulher era um avião na década de 60 e superava muita musa atual). Em tempo, meu aniversário é em janeiro. Entendeu? Hein? Hein? Hein?


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

EU VI HIGH SCHOOL MUSICAL 3 - AS IMPRESSÕES DE UM PAI


Primeira regra de comentários deste post: só tira sarro quem NÃO tiver uma filha. Porque se tiver, acredite-me, você VAI assistir algo do gênero um dia. Minha filha de 11 anos queria porque queria ver o filme e eu, pai zeloso e participativo, levei-a ao cinema na sexta passada. Obviamente o filme carece de qualidades interpretativas e de direção, as músicas são ruins e o enredo nulo. Também é óbvio que você, como adulto, fica imaginando mais coisas que o filme mostra versus o que a criança quer e prefere entender, como por exemplo tem um personagem que é visivelmente gay, mas não é e nunca vai ser, capicci? Só que o filme é inocente, alto-astral, com personagens que só mostram um lado ético. E isso é bom para a meninada tão acostumada com os anti-heróis que citei num post anterior. A turma do HSM, como o nome diz, está no colegial (no caso deste, 30. colegial) mas não tem malícia, não pensam em sexo, não torturam psicologicamente os mais fraco e são extremamente bem-sucedidos no que fazem e no que diz respeito a seu futuro (uma entra em Stanford, outra na UCLA, outro na Julliard e assim por diante....só faculdades de primeira linha). O filme todo tem apenas UM beijo. Inocente. E amplamente esperado pela meninada, que grita histericamente na cena. O ambiente de sensualidade é disfarçado, mas obviamente o galãzinho, Zac Ephron, aparece sem camisa e a meninada mais uma vez berra desesperadamente. As mocinhas são bonitinhas (sim, bonitinhas, nenhuma é linda de morrer) e virginais. Mesmo que a estrela do seriado, Vanessa Hudgens, teve fotos indiscretas publicadas na internet (com nu e tudo mais e isso NÃO abalou sua credibilidade), ela passa a idéia de ser bobinha e infantil. E aí o público-alvo, pré-adolescentes, é atingido em cheio e fica feliz. No geral, fico satisfeito de existir algo assim para a molecada. É uma contra-reação ao sexo fácil, à erotização da infância e também à destruição de certos ícones de infância como Shrek fez, por exemplo (não desmerecendo esse genial desenho animado). E tudo isso explica porque foram 3 semanas de liderança nas bilheterias brazucas. Se é uma tortura assistir o filme? Não, se você encarar que está passando uma mensagem positiva a seus filhos.

PS: seus pais tiverem que aguentar filmes dos Trapalhões, não é? Seus avós aguentaram Anete Funichello e aqueles filmes de praia. Por que você não suportaria algo como HSM?

domingo, 9 de novembro de 2008

FILMES DO FINDE

Antes que o diabo saiba que você está morto: este na realidade é do finde passado, mas vamos lá. Valorizado demais. Essa é a expressão que define o filme. Tenso, baixo-astral, pesado, sem grandes evoluções a não ser na neurose. A premissa é até interessante em alguns momentos, não posso negar. Dois irmãos decidem assaltar a joalheria dos pais, mas tudo dá errado. Não vou contar mais que isso. Assista por sua conta e risco.



007 - Quantum of Solace: se você encarar esse filme como simplesmente uma continuação do filme anterior e um resto de enredo para fechar o arco da história de Bond no princípio de sua carreira como agente 00, então está valendo. Porque o filme não tem muita história, carece de humor e de personagens relevantes a não ser o próprio Jimmy. As cenas de ação são maravilhosas, bem encenadas e com ótimo ritmo (a na itália, na ópera e a sequência final são memoráveis). A bond girl Camille, interpretada pela ucraniana Olga Kurylenko, é uma das mais bonitas que já apareceu na série (veja a foto abaixo). Outra coisa muito interessante é o novo enfoque sobre os vilões. Mudou tudo, pois eles não querem mais dominar o mundo pela força e construir covis imensos. Eles só querem grana. Muita grana. Se você for esperando demais, ou pelo menos um novo Cassino Royale, vai se decepcionar. Só que um Bond médio ainda é um bom filme, saiba disso. Em tempo, meu medo era real: tanto a música de abertura, como a abertura em si são medonhas. Só espero que o próximo filme seja realmente impactante.



Top Secret: É incrível que essa comédia nunca foi lançada em DVD no Brasil. Eu comprei fora e adoro revê-la. Não sei definir qual é a melhor piada do filme, mesmo porque não há NENHUMA cena séria. Lembra as antigas historinhas de Carl Barks para o Professor Pardal, onde está sempre acontecendo algo no fundo para zoar a sequência toda. É o primeiro filme de Val Kilmer e ele realmente canta a trilha sonora. Aliás, na época, nos EUA, foi lançado um disco de Nick Rivers, seu personagem.



Ratatouille: eu já havia visto esse desenho antes em DVD, mas resolvi revê-lo na tv a cabo. Acho um dos mais fracos da Pixar em termos de impacto (é o único que não comprei), mas nunca, em hipótese alguma, pode ser considerado ruim. A Pixar devolveu à Disney a maestria em criar historias cativantes, líricas, com personagens nem estruturados e temas fora-do-comum. O final também não é óbvio e é sempre legal ver um filme que é um ode à cozinha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

BOM FINDE

A PERGUNTA:
TRACEY ESTÁ ERRADA.
USE UM EXEMPLO QUE MOSTRE QUE TRACEY ESTÁ ERRADA.

A RESPOSTA
ELA É UMA MULHER

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

MAIS ELEIÇÕES AMERICANAS

8 anos atrás, a Budweiser lançou uma campanha nos EUA que se tornou lendária e gerou não só continuações como imitações e cópias engraçadas (até no primeiro filme Todo Mundo Em Pânico). Era o Wassup (What is up? Ou seja, o que rola?). Uma das propagandas aliás, que mais gostava era o do wasabi, onde um dos personagens vai a um restaurante japonês e instaura a confusão entre Wassup e Wasabi. Pois bem, apoiadores de Obama conseguiram reunir a trupe original da propaganda de cerveja e fazer uma peça digna de prêmio onde cada um deles se ferrou devido aos loucos anos de Georgie Bush (um está desempregado, outro falido, um no Iraque e até o Katrina dá as caras). É simplesmente genial!

Veja aqui a original:



A do wasabi:



E a Wassup 2008:


LÍDERES


Eu sempre fiquei impressionado com os anos 40 porque praticamente todo o mundo possuía líderes de verdade. Já imaginou isso? Roosevelt nos EUA, Churchill na Inglaterra, Vargas no Brasil, Peron na Argentina, Hitler na Alemanha, Stalin na URSS, Mussolini na Itália, Hiroito no Japão. Líderes fortes em tempos turbulentos. Líderes carísmáticos que provocaram uma guerra e mudaram a maneira do homem pensar sobre si mesmo.

A história se repete?
Todos estão comemorando a vitória de Obama nos EUA. É um avanço para um país racista, que até 1963 não dava os mesmos direitos dos brancos aos negros. Jesse Jackson chorou, Colin Powell também e até Condoleezza Rice não conseguiu esconder a felicidade (apesar de ser republicana até os ossos). O Reverendo Jackson, que começou sua vida como discípulo de Martin Luther King (inclusive trabalhou para ele), viu seu sonho realizado. Pode morrer em paz. Os EUA deram, depois de muito tempo, uma lição de humildade ao mundo e apagaram a grande mancha de sua própria história (ou pelo menos aprenderam com ela).

Ao mesmo tempo que esse revisionismo histórico acontece no Grande Irmão, a America latina está num surto de presidentes esquerdistas, vingando-se dos abusos sofridos nos anos 60 (e olha que foram muitos!). Alguns desses líderes são melhores que outros e por mais que eu não goste do sapo barbudo, temos que reconhecer que ele É um dos melhores. Chaves, um dos piores. A Europa está perdida com líderes fanfarrões como Berlusconi e Sarkozy, com mínima expressão e muita polêmica. E a Rússia está voltando às suas origens como um país com líderes brutais, egocêntricos e duros. Mas a Rússia sempre foi retrógrada. Só perde para a Argentina que ainda sonha com Peron ressuscitando e liderando o país para a glória.

Não sei se Obama será um bom presidente (para o Brasil, com certeza não será, leia suas propostas) mas com certeza é um símbolo e um ótimo representante desse momento de transição na história da humanidade. A ele, meus votos de boa sorte e um conselho: cuidado com o que você deseja porque você pode conseguir.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

BOM FIM DE SEMANA

(ATENÇÃO! Saiba que esta sacada não está no térreo!)

AS MELHORES CENAS DE MUSICAIS DE TODOS OS TEMPOS (PARA DANI VAZ)

Disse o humorista e cronista italiano Pitigrilli (um dia falo sobre ele) que ópera é aquela arte onde um cara leva uma facada e ao invés de sangrar, ele canta. Não é muito diferente dos filmes musicais, sucesso absurdo nos anos 40 e 50 especialmente devido a MGM. Acontece que musicais são chato pacas de se ver inteiro, então, salvo alguns exemplos abaixo, o que se salvam são algumas cenas que realmente impressionam. Comecemos por aqueles que 90% do filme é ótimo ou bom e são assistíveis de cabo a rabo:

Cantando na Chuva:taí um classicão delicioso, com uma história bárbara sobre a transição do cinema mudo para o falado, elenco de primeiro e cenas fantásticas. Foi a terceira vez aliás, que a música Singin in the rain foi usada num filme (ela era de 1929). De todo o filme, duas cenas me impressionam muito. Moses & Roses, com Gene Kelly e Donald O´Connor aprendendo a falar. E Make them laugh (que o Bozo regravou como Sempre rir) com O´Connor dando um show acrobático. Detalhe, ele fumava 4 maços de cigarro por dia na epoca e foi hospitalizado logo.



Moulin Rouge: Taí o musical reiventado de maneira mais que criativa. Baz Lurhman, que já havia brincado com o gênero em Dança Comigo, pegou uma histórinha chavão (menina "quase" má é prometida para milionário, mas se apaixona por pobretão e morre) e a transformou num espetáculo visual inédito. Além disso, usou como trilha, músicas modernas com roupagem diferente e aí dá-lhe Jim Broadbend cantar uma versão hilária de Like a Virgin, um medley com rocks de Bowie, Kiss, Elton John e muito mais. A cena que acho maravilhosa nesse filme é a versão em tango de Roxanne do Police. A música original era um ode a uma prostitua, mas transportá-la para os bordéis de Buenos Aires foi toque de gênio.



Victor ou Victoria: Blake Edwards, que já nos havia brindado com a série do Inspetor Closeau no cinema e com Um Convidado Bem Trapalhão, montou a comédia musical perfeita. Só o elenco já era matador: Julie Andrews (sua esposa até hoje), James Garner e um ator no ostracismo, Robert Preston, tinham a química perfeita para destilar piadas de altíssimo nível sobre o mundo gay da Paris dos anos 20. Quando assisti no cinema, não se conseguia ouvir o som do final do filme, porque as pessoas estavam chorando de rir. A cena em questão era The Shady Dame from Seville, com Robert Preston fazendo a parte de Andrews. Sempre tive a sensação que a cena não havia sido ensaiada, e no DVD descobri que não foi mesmo. Foi improviso puro.



Blues Brothers: eu vi esse filme no cinema em 1980 com o Tadeu. Marcou tanto que tinha em vídeo e agora em DVD com cenas extendidas. Ray Charles, Aretha Franklin e James Brown abençoam o dia que foram convidados para a película porque fez os caras voltarem ao sucesso. Brown e Aretha, aliás, não sabiam dublar música, então gravaram ao vivo em em cores. É difícil achar uma cena marcante nesse filme (mesmo porque, além da música tem os acidentes de carro), então decidi pegar uma montagem que junta tudo de bom que o filme tem. Só para registrar, a única coisa que se salva da péssima continuação que fizeram em 1998, chamada Blues Brothers 2000 (sim, você leu certo 1998 - 2000) é a jam session com os maiores nomes do blues. O resto é lixo.



Agora as cenas marcantes de filmes nem tanto:

The Cell Block Tango de Chicago: Chicago tem cenas ótimas como o sapateado com Richard Gere no tribunal, mas a música das prisioneiras contando como mataram seus desafetos (homens) é um primor de humor negro, dança e ritmo. Tente entender a letra!



America de West Side Story:
Romeu e Julieta transportados para NY, com o WASP (White Angle Saxon Protestant - ou seja, o brancão) se apaixonando pela latina da gangue rival. Misturando estilos diferentes de música e dança (o tradicional versus o moderno jazz do Bebop) o filme tem cenas bárbaras e músicas boas como Maria e I feel pretty (aquela que Adam Sandler canta em Tratamento de Choque). A versão de America que conhecemos é a do chatíssimo Johnny Rivers, mas vendo-a no filme e entendendo sua letra, você vai ver que é uma das críticas mais contundentes ao sistema americano e ao tratamento de imigrantes.



Barn Dance de Sete Noivas para Sete Irmãos: um dos grandes reprisados na sessão da tarde nos anos 80, este é o típico musical besta que diverte pacas. Sete irmãos broncos vivem juntos numa fazenda até que o mais velho se casa e aí todos decidem arrumar esposa. Inspirados pelo rapto das Sibilinas da tragédia grega, eles sequestram suas pretendentes quando a coisa aperta. O que mais se destaca no filme é o duelo do celeiro na festa da comunidade. Sete irmãos, sete noivas e sete concorrentes locais numa disputa incrível de técnica e dança.



Did you Ever de Núpcias de Escândalo: Bing Crosby era o mais popular de todos os cantores americanos até que surgiu Frank Sinatra. É por isso que Crosby disse: "Frank Sinatra é, sem dúvida, o maior cantor do século. Mas ele tinha que nascer no mesmo século que eu?". Os dois foram juntados no filme Núpcias de Escândalo e, apesar de não dançarem, a música e o cinismo dos dois é genial. Em tempo, o filme também tinha Louis Armstrong.



A dança do teto de Núpcias Reais: Gene Kelly era inovação. Fred Astaire era técnica. Aí pegaram Astaire para fazer uma cena inovadora (até para os dias de hoje): dançar pelas paredes e tetos de um quarto. O efeito é genial e você quase não nota o famoso dançarino de equilibrando enquanto o cenário gira. Por curiosidade, você sabia que Astaire foi recusado no primeiro teste que fez porque foi considerado pelo avaliador como um cara muito feio, magro demais e que não sabia cantar e não sabia dançar? Pois é..... para você ver como entrevista de emprego é uma furada faz muito tempo.



A Dança das Horas em Fantasia: o que em encanta nessa cena é que as hipopótamas dançam mais levemente que os avestruzes e crocodilos. Só isso já é bizarro.



Por enquanto é só. Com certeza vão surgir mais cenas memoráveis e posto de novo. Só não me falem em Grease, pelamordedeus.....ê filminho besta!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MAD MEN & MAD CARTOONS

Enquanto Mad Men é um sucesso nos EUA, ganhando prêmios, arrebatando a crítica e partindo para a terceira temporada, aqui no Brasil não se ouve falar e nenhum dos meus amicci assistiu. Eu já estou no final da segunda temporada (que estreará em breve na HBO) e considero a série de uma maturidade incrível. Um dos Emmy que arrebatou este ano foi de melhor abertura (existe estatueta para isso). Ao som de A Beautiful Mine do eletrônico músico Rjd2, vemos Don Draper, o publicitário principal do seriado, se afundando no mundo da propaganda. Confira a abertura original abaixo:



E como não podia deixar de ser, os Simpsons já estão brincando com o seriado e com essa abertura. No especial de Halloween, um dos segmentos se chamará How to get ahead in dead-vertising e veja só o que eles aprontaram (ficou incrível):



Só um detalhe para encerrar. Na série original, passada em 1960/61, o pessoal fuma o tempo todo. No escritório, nos elevadores, na cama, no banheiro... em todo o lugar. Fumar na época era status e os primeiros estudos sobre os males do cigarro estavam sendo publicados. Num lampejo de genialidade, a primeira temporada foi lançada nos EUA com uma caixa bem apropriada, veja só:


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

QUIZZ ROLE MODELS


ROLE MODELS

Apesar da mitologia (antiga e moderna) estar repleta de heróis valentes e cheios de princípios e morais, o que a gente gosta mesmo é de um bom mal-caráter. Veja nos quadrinhos. Superman tem todos os poderes do mundo, mas é o Batman que manda bem (até no cinema, como comprovado). A figura do anti-herói tem sido bem explorada no cinema, com aquele cara que, apesar de odiar que está fazendo, faz e faz bem feito (veja Han Solo, por exemplo). Na TV, o negócio não é diferente. Especialmente nos últimos tempos. Então aqui vão algumas figurinhas para você se basear e se tornar um homem mais completo e bem-sucedido:

ALAN SHORE: se você não assiste Boston Legal (Justiça Sem Limites em terras tupiniquins), está perdendo um dos melhores seriados de advocacia da TV americana. Apesar de ter William Shatner tirando sarro dele mesmo (como um advogado sênior que se acha o máximo), o maior destaque é Alan Shore. Misógino, convencido, arrogante, inteligente e sarcástico, Shore esconde um homem cheio de princípios rígidos. Só que ele não mostra isso a toda hora. E mesmo assim, a mulherada cai em cima dele. O velho lance de tentar dobrar uma barra de ferro. Elas não conseguem. Shore usa de qualquer artimanha possível para vencer dentro e fora dos tribunais. Detalhe: o personagem começou na última temporada de The Practice, mas fez tanto sucesso de "mudou" de escritório quando a série foi cancelada.

DR. GREGORY HOUSE:é difícil imaginar na vida real alguém tão sem empatia. Um médico que gosta de doenças e odeio pacientes faz a nossa alegria com seu mau humor, frases desconcertantes e técnica de humilhar quem estiver na frente. Não que isso seja muito bom. O cara ja perdeu esposa, equipe e melhor amigo graças à sua falta de cortesia. E convenhamos, como médico ele deixa a desejar, porque seus pacientes passam pelo inferno até ele decobrir a real doença lá pelo finalzinho do episódio. OK, o pessoal sobrevive, mas não antes de ser vasculhado internamente por todos os orifícios.

Charles Francis Harper: esse leva a vida que queríamos ter. Não faz nada a não ser compor jingles medíocres, tem qualquer mulher que deseja e vive em Malibu! E não só isso! Também é amigo de Sean Penn, Elvis Costelo e Harry Dean Stanton. Charlie é o típico macho. Usa todo mundo, dispara chavecos lamentáveis e ainda manda bem na cama, fazendo com que mulherada se derreta por ele. Só não pode encontrar uma garota com personalidade ou que tenha idéias próprias, porque aí, ele vai trocar os pés pelas mãos e agir como um bebê chorão. Seu irmão Alan tem uma participação importante na sua vida: é seu saco de pancadas. Por isso, Charlie é o cara!

Donald Draper: o que dizer de um cara que é diretor de criação de uma agência de publicidade em 1960 e que na realidade não se chama Don Draper? Pois é, o charmoso e sério publicitário de Mad Men assumiu a identidade de um tenente morto quando lutou na Guerra da Coréia. Isso porque o fato de ser filho de uma prostituta e ter sido criado por tios que o lembravam disso a todo o tempo marcou profundamente a alma de Draper. E é por essa razão que ele trai sua lindíssima mulher, não deixa ninguém entrar na sua intimidade (nem ser chefe, o amigo mais próximo) e é temido por todos os funcionários (especialmente secretárias) da Sterling & Cooper. Só que, em contrapartida, é um tremendo publicitário.

Emerson Cod: o detetive de Pushing Daisies tem uma característica marcante: nada é melhor que dinheiro. Sendo assim, ao descobrir que Ned, o fazedor de tortas, podia ressuscitar mortos, ele já achou uma solução brilhante para ficar rico. Toda a vez que alguém é morto e se oferece uma recompensa para achar o assassino, ele interroga diretamente o defunto. Fácil, não? Além disso, Cod não curte pessoas vivas. Seus hobbies são tricô e fazer livros em pop-up (bem ao clima surreal do seriado), mas a amargura dele tem um motivo. Ele tem uma filha que não vê faz anos.

Obviamente que não podemos esquecer de Tony Soprano e sua gangue, Dr McCoy, Higgins (de Magnum), Dr Smith e tantos outros que fazem com que os (somente) bonzinhos pareçam um pé-no-saco. Mas estes ficam como hour-concours!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

AS MELHORES MÚSICAS DE TODOS OS TEMPOS SEGUNDO EU MESMO

Eu me considero uma pessoa com bom gosto para música. Tirando so citados na minha apresentação (ao lado), ouço de tudo e curto a maioria dos gêneros. Acho o mp3 e o IPOD, por exemplo, os inventos da década! Assim, aqui vai meu ranking (será polêmico, eu sei) do que considero o melhor em categorias que eu inventei, (portanto não me encha depois):

A melhor Música de todos os tempos: Mass In C Minor,K. 427,Kyrie (Mozart)
Não sei quem foi que disse que quando os anjos falam com Deus, eles ouvem Bach e quando falam entre si ouvem Mozart, mas o louco austríaco era simplesmente o melhor compositor que já existiu. Essa missa, mostrada no final do filme Amadeus, é uma superposição de corais e ao ouví-la tem se a impressão que não foi um ser humano que a compôs. Porque é impossível pensar que alguém conseguiu ouvir isso na sua cabeça e transpor no papel. Aliás, quando eu morrer, quero que toquem no meu enterro. Confira aqui um vídeo.

O melhor Rock de todos os tempos: You Shook Me All Night Long (AC/DC)
Aqui vai sair pau, mas podem falar de Elvis, Beatles, Rolling Stones, Iron e o caramba a 4, mas essa música, falando de uma mulher que manda bem para dedéu na cama, para mim resume o que o rock é: uma transgressão para adolescentes eternos. Dos acordes de Angus Young à voz estridente de Brian Johnson, tudo é perfeito. Para os curiosos, existe um grupo chamado Full Blown Cherry que fez uma homenagem ao AC/DC regravando seus clássicos em rockabilly. A versão de You Shook Me All Night Long é uma das melhores! Quem quiser é só me escrever! Ouça a original aqui.

O melhor Jazz de todos os tempos: Take Five (Dave Brubeck Quartet)
Take Five apareceu no incrível album Time Out de 1959 e foi um hit na sua época. Isso, porque a música nada mais era que uma chance de mostrar o talento de Joe Morello na bateria, segundo o autor, Brubeck. O ritmo é contagiante, a atmosfera a mais cool possível e o sax de Paul Desmond soa como se estivesse passando veludo dentro de seu ouvido. A versão ao vivo de 1961 no Carnegie Hall consegue ser melhor ainda que a original! Veja uma versão aqui.

A melhor MPB de todos os tempos: Construção (Chico Buarque)
Quando Chico era contra o governo, ele era bom pacas! Quando os milicos foram embora, o cara parece ter perdido a raiva e a genialidade. A música é um poema narrando a morte de um trabalhador na contrução de um prédio. Só que a história é contada 3 vezes onde a última palavra é alterada (ou misturada, ouça e você entenderá). Se eu não me engano, pelo que li há muito tempo, a primeira versão é prosa, a segunda poesia e a terceira eu não me lembro. E ainda tem melodia de programa policial de rádio e emenda com Deus Lhe Pague, esse sim, um protesto dos bons! Veja aqui.

O melhor Reggae de todos os tempos: Não há (Reggae é ruim e odeio Reggae)

A melhor regravação que não tem nada a ver com a original: With a Little Help From My Friends (Joe Cocker) & Bridge Over Troubled Water (Quincy Jones)
Como pode um cara pegar uma baladinha besta pacas e transformar num lamento incrível, cativante, quase beirando um blues? Joe Cocker conseguiu isso em 1969, transformando-o em um astro e detonando em Woodstock. Aliás, a versão de estúdio tinha Jimmy Page nas guitarras.
Já Quincy Jones pegou a musiquinha sem sal de Simon & Garfield e verteu num rhythm & blues no álbum Gula Matari de 1971. É infinitamente superior à original e tem um pequeno mas profundo solo de guitarra de detona!
Joe Cocker está aqui e Quincy Jones aqui.

O melhor solo improvisado de todos os tempos: o saxofone de Diminuendo & Crescendo in Blues (Paul Gonçalves e a orquestra de Duke Ellington) Em 1956 Duke Ellington, o maior compositor americano de todos os tempos, estava no ostracismo, por incrível que pareça. Aí, o duque foi convidado para se apresentar no seletíssimo Newport Festival. Lá pelas tantas, o público já cansado começou a deixar o espetáculo na metade. Ellington terminou o que estava tocando e tascou Diminuendo & Crescendo. Só que Paul Gonçalves, um de seus saxofonistas, se entusiasmou e começou a improvisar um solo que durou 6 minutos!!! O público que estava saindo voltou e Ellington retornou às paradas! Se jazz é improviso, essa música é o que mais representa o gênero. Esta não é a versão de Newport, mas veja Golçalves aqui.

O melhor pé na bunda musical de todos os tempos: Eye In The Sky (Alan Parsons Project)
Leia a letra. O cara pede para a menina parar de se desculpar, parar de virar a mesa, que as chances acabaram, que ele sacou o que ela é, apesar de que o sol nos olhos dela é uma dessas mentiras que valem a pena serem acreditadas. É o máximo! Eu queria dar um pé na bunda desses (mas já levei um parecido). Ouça aqui.

O melhor Blues de todos os tempos: Gambler´s Blues (Otis Rush)
A música é de BB King, mas a versão à la Chicago Style, com metais, baixo dominante e um solo rasgante de guitarra que Otis Rush montou faz com que você queira se chacoalhar todo e chamar sua goomah de cretina! Veja aqui.

O melhor Country de todos os tempos: The Devil Went Down to Georgia (Charlie Daniels Band)

Essa já apareceu até num episódio de Os Gatões e acompanhou (e muito) algumas baladas lá nos meus 15 anos de idade num incrível fusca azul calcinha (não é, Tadeu?). O diabo vai disputar um duelo de violinos com Johnny e perde! Anos depois eles fizeram a revanche com The Devil Went Back to Georgia com Johnny Cash e Travis Tritt nos vocais. O duelo original está aqui e a revanche aqui.

A melhor história parecida com novela mexicana numa música de todos os tempos: The Baron (Johnny Cash)
Essa é de doer de tão boa! O barão vai jogar snooker com Billy Joe (não confundir com o chatíssimo cantor pop) e lá pelas tantas, detonando no jogo, descobre que o moleque é na realidade seu filho! UAU! O jogo nunca terminou, a bola oito nunca caiu, segundo a letra. Ah, e no refrão ele ainda detona o moleque: se eu tivesse te conhecido antes, você jogaria melhor! Assista o clipe aqui.

A melhor música que o Sidney Magal deveria ter gravado de todos os tempos: She Bangs (Ricky Martin)
Eu não sei porque toda vez que eu ouço essa canção penso em Sidney Magal, mas a psiquiatra não comentou nada porque nesses casos não se deve contrariar. O clipe, cehio de coisas que Ricky Martin não curte está aqui.

O melhor tema orquestrado de seriado de TV: Galáctica - primeira versão
Caramba, só o começo era de arrepiar com os trompetes tocando a toda! No further questions. The video is here.

O melhor tema cantado de seriado de TV: Final Frontier (Mad About You) & Woke Up This Morning (The Sopranos)

Além de escrever, dirigir, produzir e estrelar o seriado mais perfeito sobre relação homem-mulher, Paul Reiser também é co-autor da música. A versão com Anita Baker, que consta da trilha, acabou ficando mais famosa e usada nos últimos episódios. Assista a abertura aqui.
Já Woke Up This Morning existia antes do seriado ter sido pensado e se encaixou como uma luva para a figura macabra de Tony Soprano. É cantada pelo conjunto Alabama 3. Veja Soprano chegando em casa aqui.

O tema de seriado mais versátil e inteligente de todos os tempos: Seinfeld
Um solinho de baixo, uns metais e pronto! Está feita uma música para se usar em todos os episódios e a todo momento. Genial como a série (é meu som no celular!!!). Ouça aqui.

Os melhores temas inesquecíveis de filme de todos os tempos: James Bond Theme (Monty Norman), Mission Impossible Theme (Lalo Schifrin), The Pink Panther Theme (Henry Mancini)
Por que um empate triplo? Porque já nos primeiros acordes você já sabe do que se trata. Depois, nunca mais vão conseguir se desvencilhar dos seus personagens. E terceiro, o tema de Bond já remete a filme de espião, o de Missão a coisas difíceis de serem feitas e o da Pantera...bem..... à classe, sensualidade e porque não dizer, erotismo?

O melhor tema instrumental de desenho animado de todos os tempos: Jonny Quest
Vai encarar? Pega eu! A abertura do desenho está aqui. E o final aqui.

O melhor tema cantado de desenho animado de todos os tempos: George of the Jungle
Além da paródia de Tarzã ser engraçadíssima, o tema é para lá de criativo com aqueles tambores batendo e o coral gritando Watch ou for the tree! O filme com Brendan Fraser também é legal! Relembre aqui.

A música mais engraçada sobre sexo de todos os tempos: Friggin´ in the Riggin´ (Sex Pistols)
Leia a letra aqui e comente depois. É uma sacanagem só. E ouça aqui.

A pior música do Queen de todos os tempos: Radio Gaga
Putz, como é que uns caras que nos deram Bohemian Rapsody, Crazy Little Thing Called Love, Another One Bites the Dust, We are the Champions etc etc etc criaram essa porcaria? E ainda fez sucesso!

(e finalmente)
O melhor compacto single com a música mais impactante que um cara de 14 anos de idade poderia ouvir numa viagem com amigos com um momento surpreendente e revelador do que poderia pintar no futuro: Under Pressure (Queen)
Lá fomos nós "viajar" para a represa do Guarapiranga para visitar um amigo de escola e Johnny Lo tira da mochila o compacto recém-lançado de Under Pressure. Foi só escutar pela primeira vez que a música me marcou para sempre. Ah sim, também serviu de trilha sonora para um momento naquele fim-de-semana, onde biquini de uma menina escapou e vi seu peito ao vivo e em cores ena minha frente, pela primeira vez.... capicci? Veja aqui. O clipe não os peitos da menina.

Por hoje é muito. Em breve postarei mais categorias absurdas para músicas e um dos posts sobre vídeo-clips.