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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Calendário Nerd traz pornstar em filmes de terror

Escrevi uma matéria para o Terra a respeito do Nerdcore, calendário transadinho que mexe com cultura nerd (você pode ler aqui). Por motivos óbvios (muita gente, de todas as idades, acessa o site), o Terra fez o slide show com as fotos censuradas. Para os que ficaram curiosos, aqui vão as fotos sem tarja.

domingo, 4 de janeiro de 2009

AS ÚLTIMAS CEIAS

Essas imagens estavam em um blog e selecionei as melhores. Um trabalho divertidíssimo em cima do famoso quadro de Da Vinci.


A última ceia dos Sopranos

A última ceia dos Simpsons

A última ceia do futuro

A última ceia dos hippies

A última ceia do subúrbio

A última ceia do Lego

A última ceia japonesa

A última ceia das modelos

A última ceia de Mel Brooks

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O ONÍRICO WINSOR McCAY

Para quem gosta de quadrinhos, Winsor McCay é um mestre. Para aqueles que curtem animação, ele é o maior pioneiro. Para os, como eu, que adoram os dois, McCay é um deus! Ele começou a desenhar por volta de 1903, criando cartuns para o Cincinatti Enquirer. A partir de 1904 (até 1916), passou a desenhar o mundo dos sonhos com duas obras geniais: Little Nemo in Slumberland e Dreams of a Rarebit Fiend (que a tradução literal seria Sonhos de um fanático por biscoitos com queijo). Enquanto o primeiro focava as aventuras pueris de um garoto (Nemo) no reino encantado do sonho, sempre terminando com o menino caindo da cama, o segundo, mais voltado ao público adulto, mostrava pesadelos de pessoas que comeram demais antes de dormir. Nemo é poesia. Rarebit é sarcasmo e crítica!
Em 1911, passou a fazer desenhos animados, o primeiro artista americano a mergulhar nessa nova arte. Gertie, O Dinossauro virou referência no gênero pois se tratava de um animal com sentimentos. Reagia, chorava, ria e influenciou (e muito) o trabalho de um carinha que até tinha um certo talento: Walt Disney! E inúmeras gerações depois como John Lasseter da Pixar e Nick Park de Wallace & Gromit. Além disso, McCay também foi um precussor de certas linguagens que depois viraram rotina, como fazer seus desenhos animados mostrando sua p´ropria mão desenhando e os personagens ganharem vida e até mesmo mesclar imagens reais com animadas (ele andou no dorso de Gertie em uma das animações).
McCay morreu em 1934 aos 67 anos de idade.

Curta agora Little Nemo (detalhe, note o "trabalho de câmera" na aproximação do elefante), um dos Dreams of a Rarebit fiend (o meu preferido com um cara sonhando com o próprio enterro. Veja a capacidade criativa do desenhista ao mostrar TUDO do ângulo do defunto - e as pessoas metendo a boca no falecido), uma brincadeira com a estrutura dos quadrinhos (que ele fazia à exaustão) e um pedacinho de Gertie.


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

CRIATIVIDADE AO EXTREMO


O site worth1000 é um achado na internet. Reúne trabalhos de artistas loucos em categorias como photoshop, fotografia, multimídia entre outros. Ou seja, os malucos criam imagens geniais e postam lá. E ainda podem ganhar prêmios! Dos concursos apresentados, o mais engraçado é o Mate a Movie, ou seja, junte dois filmes. Rolei de rir com algumas idéias que passaram por lá (e posto aqui as melhores). By the way, o nome do site vem do provérbio, uma imagem vale mais que 1.000 palavras. Genial, não é?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

FOTOMOSAICO


Fotomosaico é uma arte desenvolvida a partir de 1993 e patenteada por Robert Silvers em 1995 (encomendei uma Lara Croft feita por telas de jogos a ele, quando trabalhava na hoje extinta revista AÇÃO GAMES), onde uma imagem é dividida em pequenos retângulos ou quadrados, onde cada um contém outra foto/imagem de cor similar à foto original. Reduzida, cada pequena fotinha vai formar um pixel da imagem grande e o efeito é esse que você vê acima. Anteriormente feita à mão (até Dave McKean, desenhista das capas de Sandman produziu uma na munheca), hoje é facilmente feita através de alguns programas de computador.

Eu sou fascinado por essa arte e trabalho em casa, como hobby com o MOSAIC CREATOR, que é de fácil uso. Esta imagem da Marilyn acima foi feita por mim neste programa. Usei o famoso pôster da Playboy como base e 1.358 imagens diferentes da artista para compor o mosaico (consegui baixar um arquivo com essas preciosidades pela net). Se você clicar na foto poderá ver ampliada, mas infelizmente tive que postar em JPEG, o que perde bastante em qualidade. A original está em BMP com 300 dpi de resolução e possui 16,5 Mb.

O maior fotomosaico do mundo foi feito com 95.000 imagens de crianças sorrindo, formando outro rosto de criança e possui 40,6 metros de comprimento por 14 metros de largura. Entrou no Guiness. Veja aqui.

Se quiser brincar de montar mosaicos também, baixe o demo do programa aqui.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

PLAYBOY: A MORTE DE UM CONCEITO

Há 55 anos, surgiu uma revista para quebrar a moral americana e mudar a maneira que o estadunienses tinham de encarar sensualidade. Em 1953, apareceu nos EUA, a revista Playboy, criação de Hugh Hefner. Foi a pioneira em nus femininos com classe e trazia em suas páginas renomados jornalistas, escritores, ilustradores e artistas plásticos (até Salvador dali colaborou em um ensaio). A primeira edição estampou a diva Marilyn Monroe na capa e não tinha número. Hefner não sabia qual seria a reação do público e não arriscava, ainda, transformar o periódico em mensal. Foi um sucesso e deu no que deu. Nesses meus vai-e-vem pela internet, consegui um arquivo com as capas de edições antigas e me surpreendi. Havia um conceito por trás de cada capa, algo que remetia a um estilo de vida cheio de glamour. E é lógico que isso envolvia mulheres maravilhosas, mas, por essas capas, não pareciam ser o mais importante.
Tente comparar as imagens abaixo com o que temos, desde 1975, no Brasil (clique aqui) e mesmo com as capas das edições gringas (clique aqui). O que se perdeu?
O mundo mudou, sabemos disso. ESTILO hoje é o que aparece na Caras. Perdemos a classe e ganhamos em ignorância. Tornamo-nos trogloditas, viviados em bundas perfeitas e peitos turbinados. Nosso sonho de consumo é uma ex-BBB ou uma atriz da Globo? Ou seria a ex-amante de um senador? Pior, uma mulher-melancia! Obviamente a imprensa seguiu esse caminho também e as revistas, até mesmo uma revista como Playboy, perdeu sua classe.
Mel Brooks em uma entrevista para a própria Playboy na década de 60, disse que consideraria a revista legitimamente erótica somente se ela mostrasse as meninas de lingerie. Porque assim, despertaria mais o desejo de vê-las nuas. O cara é um grande comediante. Só que não acho que isso foi uma piada. O que você acha?



E A MELHOR DE TODAS, NA MINHA OPINIÃO:

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PÁLIDO PONTO AZUL

Prepare seu lenço. Este filme foi produzido por David Fu da Pale Blue Films (www.palebluefilms.com) com texto e narração do astrônomo Carl Sagan, com cenas de N filmes e música de Mogwai. Veja até o fim. É belíssimo.


terça-feira, 8 de julho de 2008

FALTOU ALMA NO SPIRIT (UM TROCADILHO IDIOTA)

Postei em certa feita, no meu antigo blog, sobre o desenhista e roteirista de quadrinhos Darwyn Cooke, um dos melhores que surgiu na nova safra (leia meu post aqui). Cooke, graças a seu traço retrô, ganhou a benção do deus das HQs Will Eisner para dar continuidade a um personagem há muito esquecido: The Spirit.

Já que você, provavelmente, não sabe do que estou falando, então vamos lá: Will Eisner foi o Sheakespeare dos quadrinhos. Criou o Spirit na década de 40 (um detetive dado como morto, daí o nome), desenhou manuais para o exército na Guerra da Coréia (tenho um amigo que tem um desses, que ensina como montar e fazer manutenção numa metralhadora) e na década de 80 criou e batizou a Graphic Novel, quadrinhos mais intimistas, mais trabalhados, com melhores roteiros, ou seja narrativas gráficas. Fez algumas maravilhosas como O Edifício, Pequenos Milagres e, o best of the best Um Contrato com Deus. Sua importância é tão grande que virou nome de prêmio nessa arte. Tive a chance de assistir uma palestra dele no MIS em 1986 e ainda por cima conversei com o figura!

Voltando ao Cooke, seu traço é perfeito. Parece que vemos Eisner (já morto) reencarnado no artista. Faltou porém história e ousadia. Porque os enredos originais do personagem, aqueles antigos, eram surreais, agitados, algumas vezes sem pé nem cabeça. O de Darwyn é certinho. Parece uma história do Batman. As vilãs era amorais e mesmo assim você as adorava. Cooke já justifica porque P´Gell, uma das mais famosas sedutoras dos quadrinhos, é má. Faltou a ousadia que Eisner colocava na diagramação das páginas. Quadrinhos que invadiam outros, páginas sem quadrinhos etc. Na nova versão, tudo é bem quadradinho. E ainda, Eisner inseria o nome do SPIRIT naturalmente no primeiro quadrinho. Cooke forçou a barra para fazer isso. Enfim, uma decepção.

Em breve vcê vai ouvir falar MAIS de Spirit, já que outro mestre das HQs, Frank Miller (aquele que renovou Batman, desenhou e co-dirigiu 300 de Esparta etc.) está filmando o personagem aos moldes de Sin City (também sua obra). Aliás, não curti Sin City, o filme. Reproduzir a linguagem dos quadrinhos exatamente igual nas telas, na minha opinião, não funciona. Mas isso é papo para outro post.

Abaixo, o Spirit de EiSner (note que o nome do personagem está caindo na sarjeta), o Spirit de Cooke e o cartaz do filme.

terça-feira, 24 de junho de 2008

SIMPLICIDADE & ARTE

Estou para postar isso aqui desde o ano passado e só agora veio a inspiração. Existe, no centrão de Sampa, o Caixa Cultural São Paulo, lá na Praça da Sé. Em novembro eu tive a chance de ver a exposição do artista gráfico alemão Pierre Mendell. Sua especialidade? Cartazes de rua! Esses aí que colam nas paredes (ou colavam) anunciando coisas. Só que ele bolava os cartazes para os museus alemães e para óperas. Veja que magnífico trabalho: simples e direto. Nota: todo museu que você vai nos EUA (ou Europa) tem a lojinha para comprar coisas relativas à exposição. No Brasil perde-se essa chance. Ou seja, vi a exposição, me encantei e não tinha um poster, um livro ou ao menos uma P.... de postal para vender com a obra de Mendell. De qualquer maneira, veja o site do artista, clicando aqui.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: exposição sobre cartazes japoneses, ópera Aída (passada no Egito, bambino), Otello (lembra? Do negro de Veneza que se casa com Desdêmona e a mata numa crise de ciúmes?), Roupas japonesas, O Estupro de Lucrécia (poema narrativo de Shakespeare), Don Carlo (ópera de Verdi), Rigoletto (também de Verdi sobre um corcunda, bobo da corte) e, finalmente, Don Giovanni (de Mozart, sobre um nobre depravado que seduz moças e as abandona e mata o Comendador, pai de uma jovem enganada por ele. Aí, o fantasma do nobre morto aparece para assombrá-lo e essa é a melhor música da obra. Na realidade, a ópera é quase uma autopunição para o compositor, que também era depravado e o comendador seria seu pai, que tinha acabado de falecer e não aprovava seus hábitos libertinos. Pois é..... não sou só cultura inútil e eu vi Amadeus várias vezes).