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sexta-feira, 26 de junho de 2009

REVENDO QUANTUM OF SOLACE

Quantum of Solace, a explosiva e frenética aventura de James Bond saiu em DVD para venda. Obviamente que comprei já que tenho toda a coleção e revendo agora na calma e tranquilidade de minha sala, deu para constatar que é um tremendo filme, ao contrário da minha primeira impressão, quando vi nos cinemas, nde chamei de um Bond médio. Para quem não viu, é a continuação imediata de Cassino Royale, ou seja, se você não viu esse, vai boiar no segundo. Cassino trazia o agente logo depois que ganhou seu status de "00" ou sua licença para matar. Descabeçado, estourado e principiante, Bind apanha, se apaixona, desiste de ser espião para depois voltar com uma fúria incontrolável e um tremendo desejo de vingança. É aí que entra Quantum, como um rito de passagem para o personagem mais frio e profissional que gostamos tanto. É a esperança de todos que o próximo filme mantenha o ritmo dos dois primeiros com Craig no papel principal, mas recupere alguns dos elementos que fizeram a série tão duradoura. Eu não falo dos gadgets (prefiro-o sem), mas sim de um certo ar blasè de James e seu indefectível humor inglês.
Como disse, nessa segunda visão do filme, acho que tem coisas que se destacam sobre qualquer outra aventura do herói:

  • a perseguição nos telhados de Siena, Itália e sua filmografia é um belísismo trabalho de direção e cinematografia, culminando na luta preso a cordas de um andaime;
  • o mesmo ocorre na belíssima sequencia na ópera Tosca em Viena, onde a encenação e música da obra de Puccina se mescla com a luta entre Bond e agentes inimigos;
  • o roteiro mostrando a Spectre como vilões politicos e não desalmados idiotas tentando conquistar o mundo é brilhante. O última fofoca é que Blofeld, eterno inimigo de Bond, volta no próximo filme;
  • Olga Kurylenko é belíssima e não faz feio como a Bond-girl agressiva e que não vai para a cama com ele;
  • é interessante como também personagens de Cassino são eliminados e outros como o americano Felix Leiter ganham força e explicam porque ele é o melhor amigo de James na CIA;
  • a maneira como ele lida com o vilão do filme, largando-o no deserto é um toque genial
  • e Judi Dench como M, sempre dá um peso interessante como a chefe rigorosa, mas sabedoura do potencial de seu "funcionário";
  • a parte negativa: mais ação que roteiro e diálogos, mas isso se corrige.
Enfim, é um filme de Bond adaptado ao século 21 e um fim de um arco de história. Para quem duvida, veja de novo. E depois comente aqui. se não viu, sinta o gostinho pelo trailer.


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

AS MÚSICAS-TEMA DE JAMES BOND

É sempre o mesmo. Do cano do revólver vemos o cara desfilar e atirar ao som de um tema inesquecível. Aí, um pouco de ação e pronto! A abertura grandiosa, com efeitos deslumbrantes e mulheres incríveis. Assim é a estrutura de todos os filmes de James Bond, que em breve estréia sua 22a. aventura, Quantum of Solace. Hoje foi divulgada a musica-tema do filme, com Jack White do White Stripes e Alicia Keys compondo e cantando. Você pode conferir aqui o resultado, mas já vou avisando, é bem ruinzinha. Caso Another Way to Die, nome da canção, tenha o mesmo tratamento de You know my name, tema de Cassino Royale, veremos uma versão mais orquestrada no filme.
Estar na abertura de James Bond já foi motivo de orgulho e promessa de sucesso para cantores nas décadas de 60, 70 e 80. Era um cargo disputado a tapas. E disso saíram grandes músicas e algumas nem tanto. Como sou fanático pela série (tenho todos os filmes, aliás, até o famigerado e fora da lista oficial Nunca mais outra vez), aqui vai minha seleção das melhores e piores:

As Melhores:

1) Golfinger: John Barry, o músico que fez as trilhas da maior parte dos filmes de Bond criou uma melodia que imediatamente associamos ao agente secreto. Cantada, a toda voz, por Dame Shirley Bassey, é a canção é perfeita para aquele que, na minha opinião, é o melhor filme da série.
2) Live and Let Die: A parceira clássica de Paul MacCartney e George Martin (que assinou a trilha incidental) foi usada para compor o tema do primeiro filme com Roger Moore no papel de 007.
3) You Only Live Twice: cantada por Nancy Sinatra, é a canção mais bonita de todos os temas de James Bond, no filme que mostra a maior forssação de barra de toda a série: Sean Connery, do alto de seu porte escocês, se disfarçar de japonês e ninguém reconhecê-lo.
4) You Know My Name: amada por uns, odiadas por outros, a música de Chris Cornell & David Arnold é perfeita para essa nova fase do agente. A versão que toca no filme não foi lançada no CD da trilha ou na obra de Cornell. Aliás, a trilha oficial não trouxe a música!
5) Nowbody Does It Better: cantada por Carly Simon, ex-senhora Bob Dylan e musa dos anos 80, foi hit nas rádios e teve uma regravação fantástica para a trilha de Sr & Sra Smith.

(Menção Honrosa 1) A View To a Kill: o filme é péssimo, mas a balada do Duran Duran (e o vídeo-clipe aliás) era muito bom. Foi o primeiro tema onde o cantor (ou conjunto) que o compunha teve mais liberdade de atuação para desgosto de John Barry, que odiava as batidas no começo da canção.

(Menção Honrosa 2) We Have All The Time In The World: não foi música-tema, já que a abertura de A Serviço De Sua Majestade, único filme de George Lazenby como 007, era instrumental, mas a belíssima canção interpretada por Louis Armstrong merece destaque por sua melodia envolvente. Era o tema do romance entre Bond e Teresa, que acabam se casando no filme.


As Piores:

1) Die Another Day: definitivamente a pior música de toda a série. Madonna conseguiu destruir a abertura do filme (aliás a única que mostrava uma continuação da história do início). Elton John odiou também!
2) Moonraker: se Shirley Bassey detonou (no bom sentido) em Goldfinger, aqui não conseguiu repetir o êxito. Baladinha besta e sem sal. Como o filme, aliás.
3) For Your Eyes Only: chatérrima canção que tocou à exaustão nas rádios nos anos 80, interpretada pela cantora country Sheena Easton.
4) The Man With The Golden Gun: Lulu, aquela ruivinha inglesa que encheu nosso saco nos anos 70 e 80 com a nauseabunda To Sir With Love, tenta parecer Bassey e erra feio.
5) The World is Not Enough: tocada pelo Garbage, combina com o nome to grupo. É um lixo.

(Menção desonrosa) Tomorrow Never Dies: não, a música tema, de Sheryl Crow, não é tão ruim assim, mas Surrender com KD Lang é infinitamente superior só que foi vetada pelos produtores e jogada para tema final, junto dos créditos. Reza a lenda que os produtores não queriam que Bond fosse musicado por uma notória lésbica. Vai saber.

Agora como curiosidade, achei esse filminho legal no Youtube com as aberturas do cano do revólver de todos os filmes. Note que em Dr. No, o primeiro filme da série não há o tema básico nessa cena. Ele seria incorporado somente no filme seguinte. E em Die Another Day incluíram a bala voando em sua direção.



Para terminar, existe uma briga longa e sem fim para saber quem é o verdadeiro autor do tema de James Bond. Oficialmente ele é creditado a Monty Norman, compositor pop inglês dos anos 60. Na realidade ele criou o famoso solo de violão do começo da música e colocou até letra na canção. Os produtores não gostaram muito e chamaram John Barry para alterá-la. E assim, os dois brigam até hoje por esse reconhecimento.

E ainda, se você curte mesmo temas de Bond, consiga o álbum Shaken & Stirred de David Arnold. Arnold, o trilheiro oficial de 007 desde Tomorrow Never Dies e estudioso do assunto , adaptou as canções antigas numa roupagem mais moderna e o resultado é muito bond, quer dizer, bom.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

James Bond com Visa

Todos sabem que adoro filmes do James Bond. É uma coisa que me relaxa. Gostava do Pierce Brosnan como o agente secreto mais que do Sean Connery (embora Goldfinger, para mim, é o melhor Bond de todos os tempos) e gostei DEMAIS de Cassino Royale. Espero ansiosamente pelo próximo filme. Tudo isso para mostrar ume genial propaganda da VISA com o Brosnan (mais legalzinha que aquela que foi feita no Brasil para uma montadora):