Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

COISAS QUE TODO MUNDO ADORA E VOCÊ ODEIA NA MÚSICA


ODEIO LEGIÃO!

Tô de mau humor hoje e para celebrar isso vou escrever a parte 1 das coisas que todo mundo adora amar e você odeia. Parece que existe esse lugar-comum de ser crime falar mal dessa ou daquela coisa, porque senão as pessoas se ofendem.
Lembro de uma almoço, ainda na Abril, onde uma menina disse que odiava Blade Runner. E um cara olhou para ela aliviadíssimo e disse "eu também, mas sempre tive medo de confessar!". Blade Runner é um ótimo filme (seja qual for a versão que você assistir), mas tem gente que não gosta e ponto!).

Na música, eu, particularmente, não gosto de:

1) U2: tem músicas legais mas os caras são MUITO chatos. A começar pelo Bono com os discursinhos panfletários e as caras de somos-todos-cool que eles fazem. Não dá. Não suporto.

2) Legião Urbana: pelas barbas do profeta......puta cara chato, deprimente, para baixo e ainda metido a ser modernão. E quando ele foi para São Francisco e saiu do armário? Aí virou insuportável!

3) The Doors: esse eu consigo gostar de 5 músicas (The End, Riders on the Storm, Spanish Caravan, Light my Fire, The Crystal Ship) e é só. Nem LA Woman eu suporto!

4) Ivete Sangalo: precisa mesmo descrever porque eu odeio?

5) Cazuza: taí outro que é preciso ser sensível para entender, segundo quem ama o cara. Mesma coisa que Renato Russo: puta cara chato! Alguém me diz o que são segredos de liquidificador? Hein?

6) Djavan: alguém entende o que o cara canta? Aliás, ele entende? Aquilo é português? Sem contar a música que ele fez para uma mocréia: tudo que Deus fez foi pensando em você. Fez a Via Láctea e fez o dinossauro.... DINOSSAURO? E a menina em questão tem que ficar feliz com isso? Ela lembra um Velociraptor e saí por aí contando para todo mundo?

7) Pet Shop Boys, Depeche Mode e outras bobagens dos anos 80: já era chato nos anos 80. Imagine 25 anos depois!

É isso.

Não gostou? Pega eu!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

DE ONDE VEM O KARAOKE PARA SURDOS

Para quem morre de rir de um brasileiro interpretando com mímica uma música da Adriana Calcanhoto (acho), veja de onde ele se inspirou. O americano, sem desmerecer nossos talentos natais, dá de 10 a zero com sua versão de uma música da Natalie Imbruglia. E o mais legal: ela participa desse clipe abaixo (parabéns pelo bom humor!!), tirado do famoso The Secret Policemans Ball. Confira:



e a letra para quem se perder:

I thought I saw a man brought to life
He was warm, he came around like he was dignified
He showed me what it was to cry
Well you couldnt be that man I adored
You dont seem to know, dont seem to care what your heart is for
But I dont know him anymore
Theres nothing where he used to lie
My conversation has run dry
Thats whats going on, nothings fine Im torn

Im all out of faith, this is how I feel
Im cold and I am shamed lying naked on the floor
Illusion never changed into something real
Im wide awake and I can see the perfect sky is torn
Youre a little late, Im already torn

So I guess the fortune tellers right
Should have seen just what was there and not some holy light
To crawl beneath my veins and now
I dont care, I have no luck, I dont miss it all that much
Theres just so many things that I cant touch, Im torn

Im all out of faith, this is how I feel
Im cold and I am shamed lying naked on the floor
Illusion never changed into something real
Im wide awake and I can see the perfect sky is torn
Youre a little late, Im already torn. torn.

Theres nothing where he used to lie
My inspiration has run dry
Thats whats going on, nothings right, Im torn

Im all out of faith, this is how I feel
Im cold and I am shamed lying naked on the floor
Illusion never changed into something real
Im wide awake and I can see the perfect sky is torn
Im all out of faith, this is how I feel
Im cold and Im ashamed bound and broken on the floor
Youre a little late, Im already torn

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

5 SENSACIONAIS CLIPES TOSCOS

Todo mundo fala em geração MTV, mas a emissora alterou completamente a maneira da música ser vendida. Ela não inventou o video-clipe, mas o transformou numa obrigação a qualquer músico. Antes da MTV aqui no Brasil, nós tínhamos o SOM POP na Cultura, apresentado pelo inexpressivo e totalmente adequado Paulinho Heavy, lembra disso? O barato era que eles mostravam clipes de Led Zepellin, Iron Maiden, Queen, Pink Floyd e outros grandes nomes do verdadeiro rock. O lance porém, é que eles não tinham um vasto acervo e dá-lhe Saxon toda semana! Eu e meu irmão não perdíamos um programa e até pouco tempo ele ainda tinha uma fita de vídeo com o que gravava no programa. Toda essa introdução é para mostrar alguns clipes que garimpei no Youtube, tentando relembrar esse trecho de história dos sábados do passado. Se hoje esses clipes podem parecer toscos, na época eram sensacionais. E se me permitem, ainda acho que são!

Can You Feel It com Jackson Five
Esse aqui era uma mistura do filme Xanadu com propaganda do cursinho Etapa, bem na tentativa de ser psicodélico e já mostrando Michael como salvador da humanidade:



You Might Think com The Cars
Muito antes do Dire Straits usar a computação gráfica em Money for Nothing, o The Cars já nos brindava com esses super-efeitos especiais num clipe totalmente surreal. A modelo do clipe é Paulina Porizkova, que acabou se casando com Rick Ocasek, vocalista da banda. Lucky bastard.



Just a Gigolo com David Lee Roth
A música originalmente é de Louis Prima, mas Roth fez uma versão que agradou a todo mundo logo depois de deixar o Van Halen. A tiração de sarro dos cantores é soberba com sósias perfeitos de Michael Jackson, Boy George, Willie Nelson, Billy Idol e Cindy Lauper. A gente só não entende porque o Davie Boy faz tanta questão de juntar tantas mulheres deslumbrantes se ele não gosta muito da fruta.



Sledgehammer com Peter Gabriel
Gabriel não gostava dos clipes e só topava fazer um se pudesse aliar a outra arte experimental e no caso, animação quadro-a-quadro. O resultado é uma festa para os olhos. By the way, se você nunca prestou atenção na letra, faça agora. São só metáforas para sexo!



Take on Me com A-HA
Ok, o conjunto e a música são de doer, mais anos 80 impossível, mas os efeitos do clipe são de vanguarda até para os padrões de hoje. E ainda tinha a atriz Ellen Barkin na história!



Menção Honrosa: I Want to Break Free com Queen
Este é um dos vídeos mais ridículos, patéticos e com cara de Freddie Mercury que já foi produzido. O grupo vestido de mulher é ótimo (especialmente o Roger Taylor), mas a parte do Pan ou seja lá que figura mitológica ele quis fazer, rolando sobre as mulheres é de um mal gosto cavalar! Mais gay impossível! Só que o Freddie faz falta hoje em dia!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

AS MELHORES CENAS DE MUSICAIS DE TODOS OS TEMPOS (PARA DANI VAZ)

Disse o humorista e cronista italiano Pitigrilli (um dia falo sobre ele) que ópera é aquela arte onde um cara leva uma facada e ao invés de sangrar, ele canta. Não é muito diferente dos filmes musicais, sucesso absurdo nos anos 40 e 50 especialmente devido a MGM. Acontece que musicais são chato pacas de se ver inteiro, então, salvo alguns exemplos abaixo, o que se salvam são algumas cenas que realmente impressionam. Comecemos por aqueles que 90% do filme é ótimo ou bom e são assistíveis de cabo a rabo:

Cantando na Chuva:taí um classicão delicioso, com uma história bárbara sobre a transição do cinema mudo para o falado, elenco de primeiro e cenas fantásticas. Foi a terceira vez aliás, que a música Singin in the rain foi usada num filme (ela era de 1929). De todo o filme, duas cenas me impressionam muito. Moses & Roses, com Gene Kelly e Donald O´Connor aprendendo a falar. E Make them laugh (que o Bozo regravou como Sempre rir) com O´Connor dando um show acrobático. Detalhe, ele fumava 4 maços de cigarro por dia na epoca e foi hospitalizado logo.



Moulin Rouge: Taí o musical reiventado de maneira mais que criativa. Baz Lurhman, que já havia brincado com o gênero em Dança Comigo, pegou uma histórinha chavão (menina "quase" má é prometida para milionário, mas se apaixona por pobretão e morre) e a transformou num espetáculo visual inédito. Além disso, usou como trilha, músicas modernas com roupagem diferente e aí dá-lhe Jim Broadbend cantar uma versão hilária de Like a Virgin, um medley com rocks de Bowie, Kiss, Elton John e muito mais. A cena que acho maravilhosa nesse filme é a versão em tango de Roxanne do Police. A música original era um ode a uma prostitua, mas transportá-la para os bordéis de Buenos Aires foi toque de gênio.



Victor ou Victoria: Blake Edwards, que já nos havia brindado com a série do Inspetor Closeau no cinema e com Um Convidado Bem Trapalhão, montou a comédia musical perfeita. Só o elenco já era matador: Julie Andrews (sua esposa até hoje), James Garner e um ator no ostracismo, Robert Preston, tinham a química perfeita para destilar piadas de altíssimo nível sobre o mundo gay da Paris dos anos 20. Quando assisti no cinema, não se conseguia ouvir o som do final do filme, porque as pessoas estavam chorando de rir. A cena em questão era The Shady Dame from Seville, com Robert Preston fazendo a parte de Andrews. Sempre tive a sensação que a cena não havia sido ensaiada, e no DVD descobri que não foi mesmo. Foi improviso puro.



Blues Brothers: eu vi esse filme no cinema em 1980 com o Tadeu. Marcou tanto que tinha em vídeo e agora em DVD com cenas extendidas. Ray Charles, Aretha Franklin e James Brown abençoam o dia que foram convidados para a película porque fez os caras voltarem ao sucesso. Brown e Aretha, aliás, não sabiam dublar música, então gravaram ao vivo em em cores. É difícil achar uma cena marcante nesse filme (mesmo porque, além da música tem os acidentes de carro), então decidi pegar uma montagem que junta tudo de bom que o filme tem. Só para registrar, a única coisa que se salva da péssima continuação que fizeram em 1998, chamada Blues Brothers 2000 (sim, você leu certo 1998 - 2000) é a jam session com os maiores nomes do blues. O resto é lixo.



Agora as cenas marcantes de filmes nem tanto:

The Cell Block Tango de Chicago: Chicago tem cenas ótimas como o sapateado com Richard Gere no tribunal, mas a música das prisioneiras contando como mataram seus desafetos (homens) é um primor de humor negro, dança e ritmo. Tente entender a letra!



America de West Side Story:
Romeu e Julieta transportados para NY, com o WASP (White Angle Saxon Protestant - ou seja, o brancão) se apaixonando pela latina da gangue rival. Misturando estilos diferentes de música e dança (o tradicional versus o moderno jazz do Bebop) o filme tem cenas bárbaras e músicas boas como Maria e I feel pretty (aquela que Adam Sandler canta em Tratamento de Choque). A versão de America que conhecemos é a do chatíssimo Johnny Rivers, mas vendo-a no filme e entendendo sua letra, você vai ver que é uma das críticas mais contundentes ao sistema americano e ao tratamento de imigrantes.



Barn Dance de Sete Noivas para Sete Irmãos: um dos grandes reprisados na sessão da tarde nos anos 80, este é o típico musical besta que diverte pacas. Sete irmãos broncos vivem juntos numa fazenda até que o mais velho se casa e aí todos decidem arrumar esposa. Inspirados pelo rapto das Sibilinas da tragédia grega, eles sequestram suas pretendentes quando a coisa aperta. O que mais se destaca no filme é o duelo do celeiro na festa da comunidade. Sete irmãos, sete noivas e sete concorrentes locais numa disputa incrível de técnica e dança.



Did you Ever de Núpcias de Escândalo: Bing Crosby era o mais popular de todos os cantores americanos até que surgiu Frank Sinatra. É por isso que Crosby disse: "Frank Sinatra é, sem dúvida, o maior cantor do século. Mas ele tinha que nascer no mesmo século que eu?". Os dois foram juntados no filme Núpcias de Escândalo e, apesar de não dançarem, a música e o cinismo dos dois é genial. Em tempo, o filme também tinha Louis Armstrong.



A dança do teto de Núpcias Reais: Gene Kelly era inovação. Fred Astaire era técnica. Aí pegaram Astaire para fazer uma cena inovadora (até para os dias de hoje): dançar pelas paredes e tetos de um quarto. O efeito é genial e você quase não nota o famoso dançarino de equilibrando enquanto o cenário gira. Por curiosidade, você sabia que Astaire foi recusado no primeiro teste que fez porque foi considerado pelo avaliador como um cara muito feio, magro demais e que não sabia cantar e não sabia dançar? Pois é..... para você ver como entrevista de emprego é uma furada faz muito tempo.



A Dança das Horas em Fantasia: o que em encanta nessa cena é que as hipopótamas dançam mais levemente que os avestruzes e crocodilos. Só isso já é bizarro.



Por enquanto é só. Com certeza vão surgir mais cenas memoráveis e posto de novo. Só não me falem em Grease, pelamordedeus.....ê filminho besta!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

AS MELHORES MÚSICAS DE TODOS OS TEMPOS SEGUNDO EU MESMO

Eu me considero uma pessoa com bom gosto para música. Tirando so citados na minha apresentação (ao lado), ouço de tudo e curto a maioria dos gêneros. Acho o mp3 e o IPOD, por exemplo, os inventos da década! Assim, aqui vai meu ranking (será polêmico, eu sei) do que considero o melhor em categorias que eu inventei, (portanto não me encha depois):

A melhor Música de todos os tempos: Mass In C Minor,K. 427,Kyrie (Mozart)
Não sei quem foi que disse que quando os anjos falam com Deus, eles ouvem Bach e quando falam entre si ouvem Mozart, mas o louco austríaco era simplesmente o melhor compositor que já existiu. Essa missa, mostrada no final do filme Amadeus, é uma superposição de corais e ao ouví-la tem se a impressão que não foi um ser humano que a compôs. Porque é impossível pensar que alguém conseguiu ouvir isso na sua cabeça e transpor no papel. Aliás, quando eu morrer, quero que toquem no meu enterro. Confira aqui um vídeo.

O melhor Rock de todos os tempos: You Shook Me All Night Long (AC/DC)
Aqui vai sair pau, mas podem falar de Elvis, Beatles, Rolling Stones, Iron e o caramba a 4, mas essa música, falando de uma mulher que manda bem para dedéu na cama, para mim resume o que o rock é: uma transgressão para adolescentes eternos. Dos acordes de Angus Young à voz estridente de Brian Johnson, tudo é perfeito. Para os curiosos, existe um grupo chamado Full Blown Cherry que fez uma homenagem ao AC/DC regravando seus clássicos em rockabilly. A versão de You Shook Me All Night Long é uma das melhores! Quem quiser é só me escrever! Ouça a original aqui.

O melhor Jazz de todos os tempos: Take Five (Dave Brubeck Quartet)
Take Five apareceu no incrível album Time Out de 1959 e foi um hit na sua época. Isso, porque a música nada mais era que uma chance de mostrar o talento de Joe Morello na bateria, segundo o autor, Brubeck. O ritmo é contagiante, a atmosfera a mais cool possível e o sax de Paul Desmond soa como se estivesse passando veludo dentro de seu ouvido. A versão ao vivo de 1961 no Carnegie Hall consegue ser melhor ainda que a original! Veja uma versão aqui.

A melhor MPB de todos os tempos: Construção (Chico Buarque)
Quando Chico era contra o governo, ele era bom pacas! Quando os milicos foram embora, o cara parece ter perdido a raiva e a genialidade. A música é um poema narrando a morte de um trabalhador na contrução de um prédio. Só que a história é contada 3 vezes onde a última palavra é alterada (ou misturada, ouça e você entenderá). Se eu não me engano, pelo que li há muito tempo, a primeira versão é prosa, a segunda poesia e a terceira eu não me lembro. E ainda tem melodia de programa policial de rádio e emenda com Deus Lhe Pague, esse sim, um protesto dos bons! Veja aqui.

O melhor Reggae de todos os tempos: Não há (Reggae é ruim e odeio Reggae)

A melhor regravação que não tem nada a ver com a original: With a Little Help From My Friends (Joe Cocker) & Bridge Over Troubled Water (Quincy Jones)
Como pode um cara pegar uma baladinha besta pacas e transformar num lamento incrível, cativante, quase beirando um blues? Joe Cocker conseguiu isso em 1969, transformando-o em um astro e detonando em Woodstock. Aliás, a versão de estúdio tinha Jimmy Page nas guitarras.
Já Quincy Jones pegou a musiquinha sem sal de Simon & Garfield e verteu num rhythm & blues no álbum Gula Matari de 1971. É infinitamente superior à original e tem um pequeno mas profundo solo de guitarra de detona!
Joe Cocker está aqui e Quincy Jones aqui.

O melhor solo improvisado de todos os tempos: o saxofone de Diminuendo & Crescendo in Blues (Paul Gonçalves e a orquestra de Duke Ellington) Em 1956 Duke Ellington, o maior compositor americano de todos os tempos, estava no ostracismo, por incrível que pareça. Aí, o duque foi convidado para se apresentar no seletíssimo Newport Festival. Lá pelas tantas, o público já cansado começou a deixar o espetáculo na metade. Ellington terminou o que estava tocando e tascou Diminuendo & Crescendo. Só que Paul Gonçalves, um de seus saxofonistas, se entusiasmou e começou a improvisar um solo que durou 6 minutos!!! O público que estava saindo voltou e Ellington retornou às paradas! Se jazz é improviso, essa música é o que mais representa o gênero. Esta não é a versão de Newport, mas veja Golçalves aqui.

O melhor pé na bunda musical de todos os tempos: Eye In The Sky (Alan Parsons Project)
Leia a letra. O cara pede para a menina parar de se desculpar, parar de virar a mesa, que as chances acabaram, que ele sacou o que ela é, apesar de que o sol nos olhos dela é uma dessas mentiras que valem a pena serem acreditadas. É o máximo! Eu queria dar um pé na bunda desses (mas já levei um parecido). Ouça aqui.

O melhor Blues de todos os tempos: Gambler´s Blues (Otis Rush)
A música é de BB King, mas a versão à la Chicago Style, com metais, baixo dominante e um solo rasgante de guitarra que Otis Rush montou faz com que você queira se chacoalhar todo e chamar sua goomah de cretina! Veja aqui.

O melhor Country de todos os tempos: The Devil Went Down to Georgia (Charlie Daniels Band)

Essa já apareceu até num episódio de Os Gatões e acompanhou (e muito) algumas baladas lá nos meus 15 anos de idade num incrível fusca azul calcinha (não é, Tadeu?). O diabo vai disputar um duelo de violinos com Johnny e perde! Anos depois eles fizeram a revanche com The Devil Went Back to Georgia com Johnny Cash e Travis Tritt nos vocais. O duelo original está aqui e a revanche aqui.

A melhor história parecida com novela mexicana numa música de todos os tempos: The Baron (Johnny Cash)
Essa é de doer de tão boa! O barão vai jogar snooker com Billy Joe (não confundir com o chatíssimo cantor pop) e lá pelas tantas, detonando no jogo, descobre que o moleque é na realidade seu filho! UAU! O jogo nunca terminou, a bola oito nunca caiu, segundo a letra. Ah, e no refrão ele ainda detona o moleque: se eu tivesse te conhecido antes, você jogaria melhor! Assista o clipe aqui.

A melhor música que o Sidney Magal deveria ter gravado de todos os tempos: She Bangs (Ricky Martin)
Eu não sei porque toda vez que eu ouço essa canção penso em Sidney Magal, mas a psiquiatra não comentou nada porque nesses casos não se deve contrariar. O clipe, cehio de coisas que Ricky Martin não curte está aqui.

O melhor tema orquestrado de seriado de TV: Galáctica - primeira versão
Caramba, só o começo era de arrepiar com os trompetes tocando a toda! No further questions. The video is here.

O melhor tema cantado de seriado de TV: Final Frontier (Mad About You) & Woke Up This Morning (The Sopranos)

Além de escrever, dirigir, produzir e estrelar o seriado mais perfeito sobre relação homem-mulher, Paul Reiser também é co-autor da música. A versão com Anita Baker, que consta da trilha, acabou ficando mais famosa e usada nos últimos episódios. Assista a abertura aqui.
Já Woke Up This Morning existia antes do seriado ter sido pensado e se encaixou como uma luva para a figura macabra de Tony Soprano. É cantada pelo conjunto Alabama 3. Veja Soprano chegando em casa aqui.

O tema de seriado mais versátil e inteligente de todos os tempos: Seinfeld
Um solinho de baixo, uns metais e pronto! Está feita uma música para se usar em todos os episódios e a todo momento. Genial como a série (é meu som no celular!!!). Ouça aqui.

Os melhores temas inesquecíveis de filme de todos os tempos: James Bond Theme (Monty Norman), Mission Impossible Theme (Lalo Schifrin), The Pink Panther Theme (Henry Mancini)
Por que um empate triplo? Porque já nos primeiros acordes você já sabe do que se trata. Depois, nunca mais vão conseguir se desvencilhar dos seus personagens. E terceiro, o tema de Bond já remete a filme de espião, o de Missão a coisas difíceis de serem feitas e o da Pantera...bem..... à classe, sensualidade e porque não dizer, erotismo?

O melhor tema instrumental de desenho animado de todos os tempos: Jonny Quest
Vai encarar? Pega eu! A abertura do desenho está aqui. E o final aqui.

O melhor tema cantado de desenho animado de todos os tempos: George of the Jungle
Além da paródia de Tarzã ser engraçadíssima, o tema é para lá de criativo com aqueles tambores batendo e o coral gritando Watch ou for the tree! O filme com Brendan Fraser também é legal! Relembre aqui.

A música mais engraçada sobre sexo de todos os tempos: Friggin´ in the Riggin´ (Sex Pistols)
Leia a letra aqui e comente depois. É uma sacanagem só. E ouça aqui.

A pior música do Queen de todos os tempos: Radio Gaga
Putz, como é que uns caras que nos deram Bohemian Rapsody, Crazy Little Thing Called Love, Another One Bites the Dust, We are the Champions etc etc etc criaram essa porcaria? E ainda fez sucesso!

(e finalmente)
O melhor compacto single com a música mais impactante que um cara de 14 anos de idade poderia ouvir numa viagem com amigos com um momento surpreendente e revelador do que poderia pintar no futuro: Under Pressure (Queen)
Lá fomos nós "viajar" para a represa do Guarapiranga para visitar um amigo de escola e Johnny Lo tira da mochila o compacto recém-lançado de Under Pressure. Foi só escutar pela primeira vez que a música me marcou para sempre. Ah sim, também serviu de trilha sonora para um momento naquele fim-de-semana, onde biquini de uma menina escapou e vi seu peito ao vivo e em cores ena minha frente, pela primeira vez.... capicci? Veja aqui. O clipe não os peitos da menina.

Por hoje é muito. Em breve postarei mais categorias absurdas para músicas e um dos posts sobre vídeo-clips.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

AS MÚSICAS-TEMA DE JAMES BOND

É sempre o mesmo. Do cano do revólver vemos o cara desfilar e atirar ao som de um tema inesquecível. Aí, um pouco de ação e pronto! A abertura grandiosa, com efeitos deslumbrantes e mulheres incríveis. Assim é a estrutura de todos os filmes de James Bond, que em breve estréia sua 22a. aventura, Quantum of Solace. Hoje foi divulgada a musica-tema do filme, com Jack White do White Stripes e Alicia Keys compondo e cantando. Você pode conferir aqui o resultado, mas já vou avisando, é bem ruinzinha. Caso Another Way to Die, nome da canção, tenha o mesmo tratamento de You know my name, tema de Cassino Royale, veremos uma versão mais orquestrada no filme.
Estar na abertura de James Bond já foi motivo de orgulho e promessa de sucesso para cantores nas décadas de 60, 70 e 80. Era um cargo disputado a tapas. E disso saíram grandes músicas e algumas nem tanto. Como sou fanático pela série (tenho todos os filmes, aliás, até o famigerado e fora da lista oficial Nunca mais outra vez), aqui vai minha seleção das melhores e piores:

As Melhores:

1) Golfinger: John Barry, o músico que fez as trilhas da maior parte dos filmes de Bond criou uma melodia que imediatamente associamos ao agente secreto. Cantada, a toda voz, por Dame Shirley Bassey, é a canção é perfeita para aquele que, na minha opinião, é o melhor filme da série.
2) Live and Let Die: A parceira clássica de Paul MacCartney e George Martin (que assinou a trilha incidental) foi usada para compor o tema do primeiro filme com Roger Moore no papel de 007.
3) You Only Live Twice: cantada por Nancy Sinatra, é a canção mais bonita de todos os temas de James Bond, no filme que mostra a maior forssação de barra de toda a série: Sean Connery, do alto de seu porte escocês, se disfarçar de japonês e ninguém reconhecê-lo.
4) You Know My Name: amada por uns, odiadas por outros, a música de Chris Cornell & David Arnold é perfeita para essa nova fase do agente. A versão que toca no filme não foi lançada no CD da trilha ou na obra de Cornell. Aliás, a trilha oficial não trouxe a música!
5) Nowbody Does It Better: cantada por Carly Simon, ex-senhora Bob Dylan e musa dos anos 80, foi hit nas rádios e teve uma regravação fantástica para a trilha de Sr & Sra Smith.

(Menção Honrosa 1) A View To a Kill: o filme é péssimo, mas a balada do Duran Duran (e o vídeo-clipe aliás) era muito bom. Foi o primeiro tema onde o cantor (ou conjunto) que o compunha teve mais liberdade de atuação para desgosto de John Barry, que odiava as batidas no começo da canção.

(Menção Honrosa 2) We Have All The Time In The World: não foi música-tema, já que a abertura de A Serviço De Sua Majestade, único filme de George Lazenby como 007, era instrumental, mas a belíssima canção interpretada por Louis Armstrong merece destaque por sua melodia envolvente. Era o tema do romance entre Bond e Teresa, que acabam se casando no filme.


As Piores:

1) Die Another Day: definitivamente a pior música de toda a série. Madonna conseguiu destruir a abertura do filme (aliás a única que mostrava uma continuação da história do início). Elton John odiou também!
2) Moonraker: se Shirley Bassey detonou (no bom sentido) em Goldfinger, aqui não conseguiu repetir o êxito. Baladinha besta e sem sal. Como o filme, aliás.
3) For Your Eyes Only: chatérrima canção que tocou à exaustão nas rádios nos anos 80, interpretada pela cantora country Sheena Easton.
4) The Man With The Golden Gun: Lulu, aquela ruivinha inglesa que encheu nosso saco nos anos 70 e 80 com a nauseabunda To Sir With Love, tenta parecer Bassey e erra feio.
5) The World is Not Enough: tocada pelo Garbage, combina com o nome to grupo. É um lixo.

(Menção desonrosa) Tomorrow Never Dies: não, a música tema, de Sheryl Crow, não é tão ruim assim, mas Surrender com KD Lang é infinitamente superior só que foi vetada pelos produtores e jogada para tema final, junto dos créditos. Reza a lenda que os produtores não queriam que Bond fosse musicado por uma notória lésbica. Vai saber.

Agora como curiosidade, achei esse filminho legal no Youtube com as aberturas do cano do revólver de todos os filmes. Note que em Dr. No, o primeiro filme da série não há o tema básico nessa cena. Ele seria incorporado somente no filme seguinte. E em Die Another Day incluíram a bala voando em sua direção.



Para terminar, existe uma briga longa e sem fim para saber quem é o verdadeiro autor do tema de James Bond. Oficialmente ele é creditado a Monty Norman, compositor pop inglês dos anos 60. Na realidade ele criou o famoso solo de violão do começo da música e colocou até letra na canção. Os produtores não gostaram muito e chamaram John Barry para alterá-la. E assim, os dois brigam até hoje por esse reconhecimento.

E ainda, se você curte mesmo temas de Bond, consiga o álbum Shaken & Stirred de David Arnold. Arnold, o trilheiro oficial de 007 desde Tomorrow Never Dies e estudioso do assunto , adaptou as canções antigas numa roupagem mais moderna e o resultado é muito bond, quer dizer, bom.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

UM CLÁSSICO DE MÚSICA E CINEMA

Não tem fã de boa música que não goste desse filme. Não tem colega meu de juventude que não o tenha visto. A Encruzilhada (Crossroads) foi uma obra-prima menor dos anos 80. Estrelada por Ralph Macchio do famoso Brat Pack de Copolla (um dia conto sobre isso) e pelo músico e ator Joe Seneca, o filme brincava com uma das grandes lendas do Blues: aquela que reza que os músicos vendiam suas almas para o demônio para poder tocar bem (atribuída, aliás, ao deus do gênero, Robert Johnson, que escreveu a música Crossroads). Ralph, violonista clássico aprendiz conhece o bluseiro Willie Brown em um asilo e parte para o sul dos EUA para tentar livrar o velho das garras do tinhoso. Apaixona-se pela então estonteante Jami Gertz e só quando ela o abandona, ele consegue tocar um blues com toda a dor necessária. Genial!
Só que genial mesmo é o final com o duelo de Macchio com o emissário do demo, nada mais, nada menos que Steve Vai. Vai, aliás, tocou as duas partes da música e Ralph só dublou os movimentos (perfeitamente, diga-se de passagem). A trilha, inesquecível, foi composta por outro grande rockeiro e bluseiro, Ry Cooder.
E para quem nunca viu (e perdeu) essa cena, aqui vai o mais criativo duelo musical do cinema:


terça-feira, 22 de julho de 2008

QUEM É DANNY ELFMAN?

Lou (ou esposa), amiga de nerdice, postou num comentário que eu devo um CD do Danny Elfman a ela. Você sabe quem é Danny Elfman?

Conhece a música de abertura dos Simpons? Danny Elfman!
... o vocalista e letrista do Oingo Boingo? Danny Elfman!
... o tema de Edward Mãos-de-tesoura? Danny Elfman!
... o tema de Desperate Housewives? Danny Elfman!
... o tema de Batman (1988) e do Batman Animated Series? Danny Elfman!
... a trilha de Homem-Aranha 1 e 2? Danny Elfman!

Deu para sacar?

É o compositor favorito de Tim Burton e tirando Ed Wood e Sweeney Todd, musicou todos os filmes do diretor. O mais interessante é a história da trilha de A Fantástica Fábrica de Chocolate (versão nova): Elfman musicou os poemas que Road Dahl escreveu no livro original, preservando cada linha e cada frase. Aí gravou TODAS as vozes das músicas em casa para simplesmente mostrar ao diretor e ver se ele aprovava. Este último gostou tanto que manteve a versão demo no filme.

Góticas, sombrias, operísticas, as trilhas de Danny estão entre as melhores do cinema atualmente. Foi influenciado especialmente por Bernard Hermann (o genial compositor da trilha de Psicose) e Nino Rota (o compositor dos filmes de Felinni). Dodecafônicas (técnica de composição criada por Schoenberg em meados de 1930 que utiliza-se dos doze sons e foge do sistema tonal tradicional, bem como da harmonia tradicional), tem muito contato com as composições russas de Prokofiev, Stravinsky e Tchaikovsky.

Se quiser ouvir o que ele tem de melhor recomendo as trilhas MIB, MIB II, Spiderman, Batman, abertura de Tales from the Crypt e o já citado Charlie and the Chocolate Factory.

Só tem uma coisa que me incomoda nele. Conseguiu se casar com Bridget Fonda, umas das mulheres mais bonitas do cinema. Inteligência é o melhor afrodisíaco.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

SE JOÃO GILBERTO FOSSE INGLÊS...

Estava eu no banheiro do Shopping Villa-Lobos, quando, escutando aquelas muzak que eles adoram colocar como música ambiente, notei que era Brain Damage do Pink Floyd em ritmo de bossa nova. Obviamente que a curiosidade foi grande e lá fui eu googar o que diabos é isso. Floyd - A Chillout Experience é um CD da EMI, lançado em 2006, justamente suavizando as músicas do grupo inglês e regravando-as com um vocal feminino do ritmo chillout ou tecno bossa nova. Para vocês que não sabem o que é chillout, poupo o trabalho de pesquisar porque eu também não sabia o que era e, mais uma vez, googuei. Segundo a Wikipedia, Chill out (ou chillout) é um termo derivado do calão para a palavra "relaxar" em inglês, emergido nos inícios e meios da década de 1990 como um termo geral para vários estilos de música de relativa melodia e baixo tempo feitas por produtores contemporâneos na música eletrônica. (...) É por vezes chamada de "techno suave".
Enfim, estou escutando as faixas e é muito legal, ótimo para um relax total me boa companhia. A experiência traz as seguintes faixas:

01. Wish You Were Here
02. Brain Damage
03. Mother
04. Money
05. Time
06. Another Brick In The Wall-Part 2
07. Pigs On The Wing-Part 1
08. Shine On You Crazy Diamond-Part 1
09. Comfortably Numb
10. Hey You
11. Learning To Fly
12. The Great Gig In The Sky

Compre, baixe, roube e divirta-se!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O CONSIGLIERI RECOMENDA VELHAS CANÇÕES COM RITMOS NOVOS

Sei que você, paisan, como um leitor da VIP, gosta de uma música mais sofisticada, mais bem estruturada (geralmente acompanhada de um bom vino). O problema é que sua goomah já prefere aqueles bate-estacas que tocam em danceteria e acham que o bom é o tecno, certo? Pois bem, este vecchio goodfella tem três ótimas soluções para aliar as duas coisas e deixar todo mundo feliz.


Verve Remixed: o selo Verve, fundado em 1956, e que abrigou grandes jazzistas como Stan Getz, Ellington, Peterson, Basie, entre outros, lançou em 2002, o projeto Verve Remixed, intercambiando vozes do jazz com música eletrônica. São três Cds fantásticos (e mais um quarto com a obra completa), que fazem até o mais ortodoxo fanático pelos clássicos cair na dança. Destaques para Speak Low com Billie Holiday cantando e remixado pelo grupo inglês Bent, Fever – a mais erótica canção já feita por um ser humano- com Adam Freeland, e vocal de Sarah Vaughan e ainda Peter Gunn com Mrs Vaughan e releitura de Max Sedgley, protegido de Fat Boy Slim .


Propellerheads: grupo eletrônico inglês cujo nome é uma gíria americana para nerd (lembra nos gibis aqueles bonês com uam hélice no topo? É um propellerhead), surgiu em 1996 com DIVE!. Depois se juntaram a David Arnold, atual compositor dos filmes de James Bond, regravando o tema de 007 A Serviço de Sua Majestade no projeto Shaken and Stirrred (ótimo, se conseguir achar por aí, compre - ou baixe) e participaram da trilha de 007 O Amanhã Nunca Morre, fazendo a música da perseguição de carros no estacionamento na Alemanha). A obra mais famosa desse grupo é Decksandrumsandrockandroll. Uma das faixas desse CD, Spybreak foi usada como trilha de fundo para a famosa cena do ataque ao lobby de um prédio no primeiro Matrix (ou como diria um amicco mio, a mais cara propaganda de óculos escuros já produzida). E o que eles tem a ver com jazz? Ouça History Repeating com vocais da Dame Shirley Bassey (aquela que berrava como uma louca na ótima música-tema de Goldfinger) ou o que eles fizeram com o tema da Pantera Cor-de-Rosa e você saberá.



Gotan Project: trio formado por um argentino, um francês e um suíço, são um dos maiores expoentes do tango eletrônico. Sim, bello, os caras conseguiram pegar um ritmo quadrado como o tango, manter elementos esseciais como o acordeon e dar uma batida mais moderna e muito envolvente. Entre 2000 e 2006, lançaram 5 Cds, mas os dois mais famosos são La Revancha del Tango e Lunático. Participaram também do Verve Remixed, numa regravação de Whatever Lola Wants com, ela de novo, Sarah Vaughan. É um trabalho tão bem feito que você tem a nítida impressão que a (já falecida) diva americana propositalmente gravou um tanguito no século 21. Vi o show único que eles fizeram em São Paulo no ano passado e foi realmente incrível!

Mas se, mesmo assim, aquele famoso amicco seu disser que bom mesmo é Pet Shop Boys, você já sabe. Fala comigo. Garanto que ele vai curtir bate-estaca. Amarrado a um. Ciao.