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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O LIVRO DO ÓDIO DAS PROPAGANDAS NA TV A CABO



Com a fabulosa e sempre cultural programação da TV aberta (e seus BB8, Tom Cavalcante, Pânico e afins), hoje em dia, se você tiver mais que dois neurônios não sobrevive sem TV a Cabo.

Mesmo esse oásis no meio da mediocridade tem seu ponto negativo: os comerciais dos programas. Já que o investimento publicitário nessa mídia é pequeno, dá-lhe criar propagandas idiotas e desenvolver em nós, pobres assinantes, algumas indagações:

1) Quem é o mentecapto que cria as propagandas da Sony? Machos de Respeito? Mentes Perigosas? Terças de Limão? O que é aquilo? O que eles querem dizer com isso? É para ser engraçado? Alguém ri disso? É humor latinoamerica? Onde é produzido essa m****? Chile? Venezuela? Porto Rico?

2) Quem é o beócio que se acha poeta no AXN ou no Universal? Já viu os textos dos comerciais do Universal ou do AXN? Alguém acha que ao colocar textos longos sobre sofrimento, lágrimas e coragem, vai prender a atenção? Muda na hora para outro canal!

3) Quem é o limitado que faz a programação dos comerciais nas TVs a cabo? Por que o mesmo comercial, dos mesmos programas, passam em TODAS as chamadas durante meia hora? Não dá para variar?

4) Por que, mesmo sem anunciantes, os idiotas põe comerciais entre o abertura de um seriado e o primeiro bloco? Você vê o início do serido, musiquinha/apresentação e ..... comercial. Do que? Dos Machos de Respeito! É para cortar os pulsos!

5) Por que a Sony (sempre ela) põe o disclaimer de programa inadequado para determinada audiência NO MEIO DO PROGRAMA e não antes dele começar?

6) Por que não fazer nos canais de seriados o mesmo que canais de filme, passar a droga do episódio sem propaganda? Seria tão mais fácil

7) Por que não aprender com o Cartoon Network? Taí um canal que sempre investiu em comunicação divertida de seus programas e personagens, nunca subestimando a inteligência do seu público. As propagandas do CN são bárbaras!

NÃO ME DEIXE GRITAR SOZINHO....DEIXE SEU PROTESTO VOCÊ TAMBÉM!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

WHOSE LINE IT IS ANYWAY

Eu não aguento mais amigos meus virem me contar que vão em shows de stand-up comedy e quando falam o que viram, eu tenho que dizer que imitaram de um dos melhores e mais engraçados programas de TV que já surgiu, Whose Line It Is Anyway. Na realidade o show surgiu nas rádios ingleses há um bom tempo, passou para a TV inglesa (onde o canadense Colin Mochrie e os americanos Ryan Stilles e Greg Poops já atuavam) e depois foi para os EUA com o indefectível Drew Carey apresentando.

A idéia éra ótima, criar sketches improvisados no palco, freneticamente, fazendo a platéia e os participantes chorarem de rir. Mochrie e Styles eram figura constante (participaram de todos os episódios), Wayne Brady dava um show e improviso musical e outros convidados como Poops (o mais ousado), Brad Sherwood (o mais solto) eram convidados especiais, isso sem contar que estrelas como Robin Williams e o apresentador Stephen Colbert deram as caras lá. Estou assistindo todos os episódios agora na ordem que foram apresentados lá fora e por mais que veja 4 ou 5 de uma vez só chego a dobrar de rir.

Aqui vai uma das cenas mais marcantes da quinta temporada, onde alguém fez o favor de explicar através de um vídeo montado no Youtube. Divirtam-se!


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

5 SENSACIONAIS CLIPES TOSCOS

Todo mundo fala em geração MTV, mas a emissora alterou completamente a maneira da música ser vendida. Ela não inventou o video-clipe, mas o transformou numa obrigação a qualquer músico. Antes da MTV aqui no Brasil, nós tínhamos o SOM POP na Cultura, apresentado pelo inexpressivo e totalmente adequado Paulinho Heavy, lembra disso? O barato era que eles mostravam clipes de Led Zepellin, Iron Maiden, Queen, Pink Floyd e outros grandes nomes do verdadeiro rock. O lance porém, é que eles não tinham um vasto acervo e dá-lhe Saxon toda semana! Eu e meu irmão não perdíamos um programa e até pouco tempo ele ainda tinha uma fita de vídeo com o que gravava no programa. Toda essa introdução é para mostrar alguns clipes que garimpei no Youtube, tentando relembrar esse trecho de história dos sábados do passado. Se hoje esses clipes podem parecer toscos, na época eram sensacionais. E se me permitem, ainda acho que são!

Can You Feel It com Jackson Five
Esse aqui era uma mistura do filme Xanadu com propaganda do cursinho Etapa, bem na tentativa de ser psicodélico e já mostrando Michael como salvador da humanidade:



You Might Think com The Cars
Muito antes do Dire Straits usar a computação gráfica em Money for Nothing, o The Cars já nos brindava com esses super-efeitos especiais num clipe totalmente surreal. A modelo do clipe é Paulina Porizkova, que acabou se casando com Rick Ocasek, vocalista da banda. Lucky bastard.



Just a Gigolo com David Lee Roth
A música originalmente é de Louis Prima, mas Roth fez uma versão que agradou a todo mundo logo depois de deixar o Van Halen. A tiração de sarro dos cantores é soberba com sósias perfeitos de Michael Jackson, Boy George, Willie Nelson, Billy Idol e Cindy Lauper. A gente só não entende porque o Davie Boy faz tanta questão de juntar tantas mulheres deslumbrantes se ele não gosta muito da fruta.



Sledgehammer com Peter Gabriel
Gabriel não gostava dos clipes e só topava fazer um se pudesse aliar a outra arte experimental e no caso, animação quadro-a-quadro. O resultado é uma festa para os olhos. By the way, se você nunca prestou atenção na letra, faça agora. São só metáforas para sexo!



Take on Me com A-HA
Ok, o conjunto e a música são de doer, mais anos 80 impossível, mas os efeitos do clipe são de vanguarda até para os padrões de hoje. E ainda tinha a atriz Ellen Barkin na história!



Menção Honrosa: I Want to Break Free com Queen
Este é um dos vídeos mais ridículos, patéticos e com cara de Freddie Mercury que já foi produzido. O grupo vestido de mulher é ótimo (especialmente o Roger Taylor), mas a parte do Pan ou seja lá que figura mitológica ele quis fazer, rolando sobre as mulheres é de um mal gosto cavalar! Mais gay impossível! Só que o Freddie faz falta hoje em dia!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MAD MEN & MAD CARTOONS

Enquanto Mad Men é um sucesso nos EUA, ganhando prêmios, arrebatando a crítica e partindo para a terceira temporada, aqui no Brasil não se ouve falar e nenhum dos meus amicci assistiu. Eu já estou no final da segunda temporada (que estreará em breve na HBO) e considero a série de uma maturidade incrível. Um dos Emmy que arrebatou este ano foi de melhor abertura (existe estatueta para isso). Ao som de A Beautiful Mine do eletrônico músico Rjd2, vemos Don Draper, o publicitário principal do seriado, se afundando no mundo da propaganda. Confira a abertura original abaixo:



E como não podia deixar de ser, os Simpsons já estão brincando com o seriado e com essa abertura. No especial de Halloween, um dos segmentos se chamará How to get ahead in dead-vertising e veja só o que eles aprontaram (ficou incrível):



Só um detalhe para encerrar. Na série original, passada em 1960/61, o pessoal fuma o tempo todo. No escritório, nos elevadores, na cama, no banheiro... em todo o lugar. Fumar na época era status e os primeiros estudos sobre os males do cigarro estavam sendo publicados. Num lampejo de genialidade, a primeira temporada foi lançada nos EUA com uma caixa bem apropriada, veja só:


terça-feira, 28 de outubro de 2008

QUIZZ ROLE MODELS


ROLE MODELS

Apesar da mitologia (antiga e moderna) estar repleta de heróis valentes e cheios de princípios e morais, o que a gente gosta mesmo é de um bom mal-caráter. Veja nos quadrinhos. Superman tem todos os poderes do mundo, mas é o Batman que manda bem (até no cinema, como comprovado). A figura do anti-herói tem sido bem explorada no cinema, com aquele cara que, apesar de odiar que está fazendo, faz e faz bem feito (veja Han Solo, por exemplo). Na TV, o negócio não é diferente. Especialmente nos últimos tempos. Então aqui vão algumas figurinhas para você se basear e se tornar um homem mais completo e bem-sucedido:

ALAN SHORE: se você não assiste Boston Legal (Justiça Sem Limites em terras tupiniquins), está perdendo um dos melhores seriados de advocacia da TV americana. Apesar de ter William Shatner tirando sarro dele mesmo (como um advogado sênior que se acha o máximo), o maior destaque é Alan Shore. Misógino, convencido, arrogante, inteligente e sarcástico, Shore esconde um homem cheio de princípios rígidos. Só que ele não mostra isso a toda hora. E mesmo assim, a mulherada cai em cima dele. O velho lance de tentar dobrar uma barra de ferro. Elas não conseguem. Shore usa de qualquer artimanha possível para vencer dentro e fora dos tribunais. Detalhe: o personagem começou na última temporada de The Practice, mas fez tanto sucesso de "mudou" de escritório quando a série foi cancelada.

DR. GREGORY HOUSE:é difícil imaginar na vida real alguém tão sem empatia. Um médico que gosta de doenças e odeio pacientes faz a nossa alegria com seu mau humor, frases desconcertantes e técnica de humilhar quem estiver na frente. Não que isso seja muito bom. O cara ja perdeu esposa, equipe e melhor amigo graças à sua falta de cortesia. E convenhamos, como médico ele deixa a desejar, porque seus pacientes passam pelo inferno até ele decobrir a real doença lá pelo finalzinho do episódio. OK, o pessoal sobrevive, mas não antes de ser vasculhado internamente por todos os orifícios.

Charles Francis Harper: esse leva a vida que queríamos ter. Não faz nada a não ser compor jingles medíocres, tem qualquer mulher que deseja e vive em Malibu! E não só isso! Também é amigo de Sean Penn, Elvis Costelo e Harry Dean Stanton. Charlie é o típico macho. Usa todo mundo, dispara chavecos lamentáveis e ainda manda bem na cama, fazendo com que mulherada se derreta por ele. Só não pode encontrar uma garota com personalidade ou que tenha idéias próprias, porque aí, ele vai trocar os pés pelas mãos e agir como um bebê chorão. Seu irmão Alan tem uma participação importante na sua vida: é seu saco de pancadas. Por isso, Charlie é o cara!

Donald Draper: o que dizer de um cara que é diretor de criação de uma agência de publicidade em 1960 e que na realidade não se chama Don Draper? Pois é, o charmoso e sério publicitário de Mad Men assumiu a identidade de um tenente morto quando lutou na Guerra da Coréia. Isso porque o fato de ser filho de uma prostituta e ter sido criado por tios que o lembravam disso a todo o tempo marcou profundamente a alma de Draper. E é por essa razão que ele trai sua lindíssima mulher, não deixa ninguém entrar na sua intimidade (nem ser chefe, o amigo mais próximo) e é temido por todos os funcionários (especialmente secretárias) da Sterling & Cooper. Só que, em contrapartida, é um tremendo publicitário.

Emerson Cod: o detetive de Pushing Daisies tem uma característica marcante: nada é melhor que dinheiro. Sendo assim, ao descobrir que Ned, o fazedor de tortas, podia ressuscitar mortos, ele já achou uma solução brilhante para ficar rico. Toda a vez que alguém é morto e se oferece uma recompensa para achar o assassino, ele interroga diretamente o defunto. Fácil, não? Além disso, Cod não curte pessoas vivas. Seus hobbies são tricô e fazer livros em pop-up (bem ao clima surreal do seriado), mas a amargura dele tem um motivo. Ele tem uma filha que não vê faz anos.

Obviamente que não podemos esquecer de Tony Soprano e sua gangue, Dr McCoy, Higgins (de Magnum), Dr Smith e tantos outros que fazem com que os (somente) bonzinhos pareçam um pé-no-saco. Mas estes ficam como hour-concours!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O MAIS ENGRAÇADO SERIADO QUE JÁ FIZERAM

Em 1980, um trio de comediantes; Jerry Zucker, Jim Abrahams e David Zucker (ZAZ) ; conquistou o mundo com uma comédia revolucionária ao estilo da revista MAD: Apertem os cintos o piloto sumiu. Um dos grandes destaques do filme era um ator, até então sério, apesar de eternamente figurante chamado Leslie Nielsen. O segredo dos diretores/produtores/escritores? Nielsen precisava apenas falar seu texto seriamente e já provocava risos. Dois anos depois os mesmos caras tentaram fazer uma série de TV chamada Police Squad, que infelizmente durou somente 6 episódios, com Nielsen como o tenente Frank Drebin. Como não deu certo, o personagem passou a figurar na bem-sucedida série de cinema Corra que a Polícia Vem Aí. O lance é que o seriado de TV, que consegui recentemente, é anos-luz melhor que o das telonas. Eles zombavam do esquema de séries policiais dos anos 60 e 70. Da abertura amalucada (baseada em M Squad, série com Lee Marvin) aos casos e a finalização, tudo era perfeito e as piadas, as mais inteligentes possíveis.

Veja abaixo a abertura (infelizmente em baixíssima resolução) e note os detalhes como o IN COLOR, o cliché dos tiroteios (envolvendo até Lincoln) , o convidado especial é morto na abertura e não aparece mais (o do sexto foi William "Cap. Kirk" Shatner), o fato do narrador não falar o nome do episódio que aparece na tela. É genial!



O grande lance é que repetiram também o esquema de Apertem os Cintos. Leslie Nielsen e seus parceiros sempre estão sérios, não reagindo às macaquices que aparecem na tela. O surrealismo é tão grande que no primeiro episódio, o personagem se apresenta como "Sargento Frank Drebin, tenente da polícia de Los Angeles" e daqui a pouco já mando um "Olá, sou o Capitão Drebin". Ou seja, você nunca sabe a patente do cara. Ainda nesse absurdo temos tiroteios bizarros (um atirando no outro a 1m de distância), brincadeiras com o blue screen das cenas de interior de automóveis (quando Drebin está no bairro de Little Italy, a cena de fundo é o coliseu....de Roma) e cenários desconcertantes.

Outra maravilhosa sacada da série eram os finais. Sempre, em seriados antigos, os episódios terminavam com alguma piadinha besta, todos rindo e o congelamento da cena para aparecer os letreiros. Veja como isso acontecia em Police Squad:



No Youtube existem episódios inteiros. Se conseguir ver, não se arrependerá!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MAIS DO MESMO E MESMO DO MAIS!

Consegui os dois primeiros capítulos da 5a. temporada de HOUSE, dois da terceira de HEROES. e oito da segunda temporada de MAD MEN. Aqui vão alguns comentários e os spoilers (ou seja, contar partes que são importantes e fazer perder a graça) estarão em preto. Para visualizá-lo é só marcar o texto. Você decide se quer saber ou não.

HOUSE: começou bem a 5a. temporada já que no final da quarta, House acaba por causar a morte de Amber, a antipatissíssima namorada do Dr. Wilson. O final do primeiro episódio é ótimo, com Wilson abandonando o hospital e desancando House, falando tudo aquilo que esperávamos desde o começo do seriado. Já o segundo capítulo é, na minha opinião, um dos melhores que já fizeram na série. O começo é uma charada (esse não contarei) e o detetive particular que House contrata é simplesmente genial. Se continuar assim, teremos uma grande temporada!

HEROES: se a segunda temporada foi chatinha, a terceira parece ser um porre. De novo, descobre-se que o futuro vai ser apocalíptico, mas desta vez não só um Peter Petrelli do futuro tem tudo a ver com a desgraceira toda, mas também sua mãe, Hiro e um aborígene conseguem enxergar o que vai acontecer. Mais do mesmo, nada empolgante. No clima de telenovela da Globo você descobre que a mãe dos Petellis é também mãe de Sylar (!!!!!), que Nathan sobrevive aos tiros que tomou no final da segunda temporada e vira fanático religioso e que Ando, o amigo de Hiro vai virar vilão. Sei lá o que os roteiristas tem em mente, mas é para se assistir com Fast Forward.

Mad Men: a crônica da agência de propaganda Sterling-Cooper continua mas os dois primeiros capítulos foram meio mornos. Na realidade vê-se um esforço dos roteiristas em cristalizar mais os personagens e mostrar outras facetas de cada um. E também o embate criação-atendimento pega fogo, como acontece na vida real. A série ainda é, porém, um avanço em termos de televisão, com maturidade, temas interessantes e linguagem politicamente incorreta, como tudo que traz o selo HBO. Não perca em breve na sua TV a cabo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O COZINHEIRO DO INFERNO

Não sou muito chegado em reality show porque acho a exposição estúpida do ser humano atual. Existem, porém dois que eu não perco: Amazing Race e qualquer um estrelado por Gordon Ramsay. O cozinheiro escocês de 42 anos já estreou N shows: The F Word, Kitchen´s Nightmare (onde ele recupera restaurantes falidos) e, o melhor de todos, Hell´s Kitchen (o reality show onde o participante vencedor ganha um restaurante de um milhão de dólares). O que os nomes dos programas tem em comum? O fato que trabalhar com ele é um verdadeiro inferno. O cara grita, xinga, pragueja, joga pratos no chão. É, enfim, uma primadona na cozinha. Só que nessas você morre de rirm, especialmente com o medo de quem lida com ele. No final das contas, Ramsay manja muito do negócio. Não só de pratos como também da gestão do negócio.

E agora apareceu na internet o jogo Hell´s Kitchen, onde você tem que atender, limpar mesa, moer os ingredientes, preparar os pratos, servir etc, e tudo em menos tempo possível ou perde pontos. O demo do Hell´s Kitchen (sacou o trocadilho?) está disponpivel para baixar no ZONE. Jogue e divirta-se. Em tempo: é uma pena, mas o cara não xinga no jogo (eu estava louco para ouvir um "Hurry up, you fucking asshole!).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

JÁ QUE O ASSUNTO DA NOSSA ENQUETE É REFILMAGEM

A CBS anunciou que vai refilmar (para a TV) Hawai 5-0, lembra? Eu adorava a apresentação e a música mas lembro-me muito pouco do seriado. Seguindo a linha idéia-óbvia, o personagem principal será O FILHO do protagonista do seriado clássico. O produtor executivo, Ed Berbero, de Criminal Minds, está cuidando do projeto e, segundo ele, quer fazê-lo mo mais próximo do original possível.Na linha reciclagem, a emissora também anunciou que desenvolverá uma versão moderna de São Francisco Urgente, série de TV que nos anos 70 consagrou o então só filho de Kirk Douglas, Michael. Meus pais eram fãs deste seriado, especialmente porque tinha Karl Marlden, lendário ator e ex-presidente da Academia de Artes e Cinema. Aguardem. Tenho certeza que alguém vai querer refilmar Mamãe-Calhambeque!


domingo, 20 de julho de 2008

HEROES - 2a. Temporada

Assisti a primeira temporada de Heroes alguns meses antes de estrear em telas brasileiras, graças a uma amiga que me entregou os 11 primeiros epísódios puxados da internet. Lembro que comecei a ver às 21h e terminei às 3 da matina, extasiado pela linguagem, pelos personagens e pela narrativa.

Primeiramente o seriado tem uma assinatura que todo nerd leitor de quadrinhos reconhece e louva. Um dos produtores é Jeph Loeb, na minha modesta opinião, um dos melhores roteiristas de quadrinhos mainstream da atualidade. Loeb, em companhia de Tim Sale, humanizou super-heróis em mi-séries como Hulk:Cinza, Homem-Aranha:Vermelho, Demolidor:Amarelo; e ainda as sensacionais séries de Batman Dia das Bruxas. Também escreveu uma das melhores minisérie do Superman, 4 Estações. E você vê muito desse toque humanista na série e na concepção dos personagens. Já seu parceiro, Tim Sale é o autor dos quadros de Isaac Mendes, o pintor que se drogava para ver o futuro e reproduzir as imagens em telas (um dos melhores personagens de HEROES, infelizmente, morto).

Assim, é lógico que eu queria ver a segunda temporada. Só que, infelizmente, as coisas não foram as mesmas.

Originalmente, ela começaria com 6 episódios (depois 12) chamado de HEROES:ORIGINS. Aí veio a greve de roteiristas e o projeto foi engavetado e a série saiu dos eixos. A temporada só tem 11 episódios, a trama geral é fraca, os novos personagens são ridículos (a dominicana que mata ao ficar nervosa é digna dos pulps da década de 60), mesmo Hiro Nakamura está chato e Peter Petrelli, caricato. Tudo isso sem contar as inúmeras forssações de barra no roteiro, como o que rola com o Sr. Bennet, o poder do sangue de Claire ou ainda mais um futuro apocalíptico despontando.

Obviamente que nem tudo de se estraga. Existem coisas legais como o pai de Parkman, a dubialidade da COMPANHIA, a narrativa não linear (o primeiro episódio se chama 4 Meses Depois e e o oitavo 4 Meses Atrás) e, obviamente, Sylar.

O criador da série, Tim Kring, chegou a pedir desculpas publicamente pela decepção causada por essa segunda temporada. Segundo ele os romances e a falta de adrenalina foram um erro grave.

Em setembro estréia a terceira temporada nos EUA e se chamará HEROES: VILLAINS. Pelos teasers e comentários vai mostrar um pedaço da COMPANHIA que guardava vilões e esses conseguem escapar. Também veremos que alguns heróis de hoje vão se tornar vilões no futuro (eita gente para querer botar futuro de novo). Esperemos e torçamos para alguém salvar a cheerleader e salvar a série!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

QUEM VOCÊ VOTA PARA O EMMY?

Saiu a lista de concorrentes do EMMY, maior prêmio da TV americana. Mad Men e 30rd Rock lideram em indicações. Quero saber seu voto. quem você escolheria para ganhar o prêmio? A minha escolha está com um "x".

Série Drama
Justiça sem Limites
Damages
Dexter
House
Lost
Mad Men x


Série de comédia
30 Rock
Segura a Onda
Entourage
The Office
Two And A Half Men x

Melhor ator em série de comédia
Alec Baldwin, por 30 Rock
Tony Shalhoub, por Monk
Lee Pace, por Pushing Daisies
Steve Carell, por The Office x
Charlie Sheen, por Two And A Half Men

Melhor ator em série de drama
James Spader, por Justiça sem Limites
Bryan Cranston, por Breaking Bad
Michael C. Hall, por Dexter
Hugh Laurie, por House x
Gabriel Byrne, por Em Terapia
Jon Hamm, por Mad Men

Melhor atriz em série de comédia
Tina Fey, por 30 Rock
Christina Applegate, por Samantha Who?
Julia Louis-Dreyfus, por The New Adventures Of Old Christine
America Ferrera, por Ugly Betty
Mary-Louise Parker, por Weeds x

Melhor atriz em série de drama
Sally Field, por Brothers & Sisters x
Glenn Close, por Damages
Mariska Hargitay, por Law & Order: Special Victims Unit
Holly Hunter, por Saving Grace
Kyra Sedgwick, por The Closer

Melhor ator coadjuvante em comédia
Jeremy Piven, por Entourage
Kevin Dillon, por Entourage
Neil Patrick Harris, por How I Met Your Mother
Rainn Wilson, por The Office
Jon Cryer, por Two And A Half Men x (é o irmão! Ele interpreta, o Charlie só reorduz o que é na vida real)

Melhor ator coadjuvante em série drama
William Shatner, por Justiça sem Limites
Ted Danson, por Damages
Zeljko Ivanek, por Damages
Michael Emerson, por Lost x (é o Ben Linus....esse cara dá medo)
John Slattery, por Mad Men

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia
Kristin Chenoweth, por Pushing Daisies
Jean Smart, por Samantha Who?
Amy Poehler, por Saturday Night Live
Holland Taylor, por Two And A Half Men x (é a mãe dos dois...a senhora detona!)
Vanessa Williams, por Ugly Betty

Melhor atriz coadjuvante em série drama
Candice Bergen, por Justiça sem Limites
Rachel Griffiths,. por Brothers & Sisters
Chandra Wilson, por Grey's Anatomy
Sandra Oh, por Grey's Anatomy
Dianne Wiest, por Em Terapia

Melhor reality show de competição
American Idol
Dancing With The Stars
Project Runway
The Amazing Race x (melhor programa de competição já feito)
Top Chef


quarta-feira, 18 de junho de 2008

THE SOPRANOS (já faz falta)


Só pelo nome deste Blog, já dá para notar o quanto eu gosto de filme de máfia. Se o Poderoso Chefão glorificou os criminosos da Cosa Nostra e Os Bons Companheiros mostrou o quanto eles são, na realidade, psicóticos, A Família Soprano juntou os dois elementos. Na realidade, a história por trás da série é mais bizarra que simplesmente tratar de máfia. A idéia do criador, David Chase, era mostrar um mafioso de Nova Jérsei tendo que fazer terapia devido a relação conturbada com a mãe, mesmo porque, ele, Chase, tinha um histórico materno terrível. Tudo isso antes ou ao mesmo tempo que a (maravilhosa) comédia, A Máfia no Divã (eles chegaram a citar esse filme na primeira temporada). Acontece que a atriz que fazia Lívia Soprano, a tal mãe dominadora, morreu de câncer entre a 1a e a 2a temporada e Sopranos acabou tendo uma reviravolta leve no roteiro. Não dá para descrever aqui tudo da série. Falar que é um mafioso em crise que vai para a terapia é diminuí-la. Falar somente dos personagens também ficaria sem-graça. Mas é, na realidade, um desfile de homens sem pudor, que justificam , a toda hora, atos.

Se eu for, porém, colocar o que me marcou mesmo, foram:

- A morte do amigo de infãncia de Tony, Pussy, depois que a gangue descobre que ele está trabalhando para o FBI
- A terapeuta de Tony ser estuprada e o agressor ser solto. E ela passa o episódio todo na luta interna de contar ao mafioso e ter sua vingança como mulher ou preservar o lado profissional que não concorda com o que Soprano é
- A tentativa do FBI de grampear a casa dos Sopranos, com um dos finais mais sacanas que já vi na TV
- A morte de Ralph Cifaretto, que assassinou a pancadas uma prostituta grávida dele e foi perdoado, mas quando mata um cavalo provoca a ira de Tony
- A surra que Tony dá num capanga para mostrar que, apesar de ter tomado um tiro e estar debilitado após um coma, ainda era o cappo da famiglia
- E, finalmente, os dois últimos capítulos da série

A grande sacada, aliás, foi que a série não tem um fim. Acabou na sexta temporada (aliás, 6 e meia), mas não é um final decisivo ou esclarecedor. Mesmo porque a vida continua. Ele sempre será o mafioso, sua família sempre será neurótica e os negócios, hão de prosperar. Uma crítica americana disse em seu blog (sabiamente):
What is there to say about the last episode of THE SOPRANOS? There are no big shoot-ups, no dramatic, violent deaths, no obviously life-changing moments. There is life, and it goes on (...) Do I wish the end had been more definitive? Absolutely. I could have used a dead body or an explanation. The last few weeks seemed to be leading up to something more than the possibility of another rat in the ranks, and the possibility of indictment for Tony. But then, this is how it works — in the real world and on THE SOPRANOS; extreme moments that lead to not much. The end is like the beginning, and we are back where we started. The family is just a family; the business is just a business. Life goes on.

Aliás, procure "Sopranos final episode" no Google e veja a quantidade de sites que falam disso. O final chocou a todos e dividiu fãs e críticos.

Se você nunca viu ou viu pouco, compre os DVDs. Vale a pena cada centavo gasto!
Por que falar dos Sopranos hoje? Porque ganhei a última temporada, oras! E porque no último dia 10/06, fez um ano que Made in America, o último episódio foi ao ar nos EUA.

Auguri!