Finde de muitos filmes e ótimo entretenimento:
SPEED RACER:finalmente assisti a adaptação em carne-e-osso do desenho japonês que povoou minha pré-adolescência. E gostei. Muito. Isso porque não esperei nada do filme, já que amigos meus, que gostavam do desenho não apreciaram esse filme. Acharam-no colorido demais e exagerado ao extremo. E, para mim, duas qualidades do filme residem aí. Os Wachowsky conseguiram fazer, de verdade, um desenho animado live-action com cenários exagerados e surreais. As corridas são intensas, com cenas que NUNCA poderiam acontecer de verdade, mas quem se importa? Outros detalhes do filme são as inúmeras referência à série animada e à interpretação dos atores. Grande escolha colocar Emile Hirsch como Speed. E o cara detonou em
Into the Wild do Sean Penn. Tem ainda Susan Sarandon, tremenda atriz e John Goodman, sempre divertido. Só que quem rouba mesmo a cena é o moleque que faz o Gorducho. As piadas com ele são geniais, do começo ao fim. Assistir esse filme me fez voltar a ter 10 anos de idade (primeiro Zorro também teve esse efito). Só assim, ele se torna uma grande filme. Arrisque!
Waking Ned Devine: A Fortuna de Ned, título que o filme teve quando passou no Brasil em 1999, é uma das comédias mais deliciosas e inteligentes que já foi feito pelo cinema britânico. Como nunca foi lançada em DVD aqui, comprei-a numa das minhas passagens nos EUA. Numa cidade de apenas 52 habitantes, 90% de terceira idade, um morador ganha cerca de 7 milhões de libras na loteria. Só que ele morre de emoção. E os habitantes de Tullymore se juntam para conseguir, num estratagema absurdo, pôr a mão na grana. O filme é leve, com o típico humor inglês e com um dos finais mais legais já vistos. O trailer dizia que você assistindo esse filme, se sentiria um ganhador. E não é propaganda enganosa.
O Homem-Elefante: filmaço de 1980, dirigido por David Lynch e produzido por, pasmem, Mel Brooks (que pediu para tirar seus nomes dos créditos para não pensarem que fosse uma comédia). Mostra a vida, para lá de romanceada, de John (Joseph na realidade) Merrick, homem que, na Inglaterra vitoriana, tinha deformações horrendas no corpo e na cabeça, o que lhe dava um aspecto de paquiderme. Na vida real, sua tragetória não foi tão horrorosa quanto a mostrada no filme, mas sim, ele sofreu na sua condição até ser auxiliado por um médico, Frederick Treves, e virar a "estrela" da monarquia. Anthony Hopkins, como o médico, está incrivelmente natural no papel. Tem horas que você acha que ele não está interpretando (isso, há 28 anos atrás, porque hoje ele só faz o papel de Anthony Hopkins, seguindo a tradição de De Niro e Jack Nicholson). O deformado inglês fica com John Hurt, que dá um show de humildade no papel, embora tenha odiado usar a maquiagem e tenha comentado a sua esposa que finalmente alguém conseguiu fazê-lo detestar interpretar! O filme vale a pena. Não é piegas demais, nem pesado demais. E é uma tremenda história sobre natureza humana. Para quem não viu, é obrigatório!