domingo, 9 de novembro de 2008

FILMES DO FINDE

Antes que o diabo saiba que você está morto: este na realidade é do finde passado, mas vamos lá. Valorizado demais. Essa é a expressão que define o filme. Tenso, baixo-astral, pesado, sem grandes evoluções a não ser na neurose. A premissa é até interessante em alguns momentos, não posso negar. Dois irmãos decidem assaltar a joalheria dos pais, mas tudo dá errado. Não vou contar mais que isso. Assista por sua conta e risco.



007 - Quantum of Solace: se você encarar esse filme como simplesmente uma continuação do filme anterior e um resto de enredo para fechar o arco da história de Bond no princípio de sua carreira como agente 00, então está valendo. Porque o filme não tem muita história, carece de humor e de personagens relevantes a não ser o próprio Jimmy. As cenas de ação são maravilhosas, bem encenadas e com ótimo ritmo (a na itália, na ópera e a sequência final são memoráveis). A bond girl Camille, interpretada pela ucraniana Olga Kurylenko, é uma das mais bonitas que já apareceu na série (veja a foto abaixo). Outra coisa muito interessante é o novo enfoque sobre os vilões. Mudou tudo, pois eles não querem mais dominar o mundo pela força e construir covis imensos. Eles só querem grana. Muita grana. Se você for esperando demais, ou pelo menos um novo Cassino Royale, vai se decepcionar. Só que um Bond médio ainda é um bom filme, saiba disso. Em tempo, meu medo era real: tanto a música de abertura, como a abertura em si são medonhas. Só espero que o próximo filme seja realmente impactante.



Top Secret: É incrível que essa comédia nunca foi lançada em DVD no Brasil. Eu comprei fora e adoro revê-la. Não sei definir qual é a melhor piada do filme, mesmo porque não há NENHUMA cena séria. Lembra as antigas historinhas de Carl Barks para o Professor Pardal, onde está sempre acontecendo algo no fundo para zoar a sequência toda. É o primeiro filme de Val Kilmer e ele realmente canta a trilha sonora. Aliás, na época, nos EUA, foi lançado um disco de Nick Rivers, seu personagem.



Ratatouille: eu já havia visto esse desenho antes em DVD, mas resolvi revê-lo na tv a cabo. Acho um dos mais fracos da Pixar em termos de impacto (é o único que não comprei), mas nunca, em hipótese alguma, pode ser considerado ruim. A Pixar devolveu à Disney a maestria em criar historias cativantes, líricas, com personagens nem estruturados e temas fora-do-comum. O final também não é óbvio e é sempre legal ver um filme que é um ode à cozinha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

BOM FINDE

A PERGUNTA:
TRACEY ESTÁ ERRADA.
USE UM EXEMPLO QUE MOSTRE QUE TRACEY ESTÁ ERRADA.

A RESPOSTA
ELA É UMA MULHER

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

MAIS ELEIÇÕES AMERICANAS

8 anos atrás, a Budweiser lançou uma campanha nos EUA que se tornou lendária e gerou não só continuações como imitações e cópias engraçadas (até no primeiro filme Todo Mundo Em Pânico). Era o Wassup (What is up? Ou seja, o que rola?). Uma das propagandas aliás, que mais gostava era o do wasabi, onde um dos personagens vai a um restaurante japonês e instaura a confusão entre Wassup e Wasabi. Pois bem, apoiadores de Obama conseguiram reunir a trupe original da propaganda de cerveja e fazer uma peça digna de prêmio onde cada um deles se ferrou devido aos loucos anos de Georgie Bush (um está desempregado, outro falido, um no Iraque e até o Katrina dá as caras). É simplesmente genial!

Veja aqui a original:



A do wasabi:



E a Wassup 2008:


LÍDERES


Eu sempre fiquei impressionado com os anos 40 porque praticamente todo o mundo possuía líderes de verdade. Já imaginou isso? Roosevelt nos EUA, Churchill na Inglaterra, Vargas no Brasil, Peron na Argentina, Hitler na Alemanha, Stalin na URSS, Mussolini na Itália, Hiroito no Japão. Líderes fortes em tempos turbulentos. Líderes carísmáticos que provocaram uma guerra e mudaram a maneira do homem pensar sobre si mesmo.

A história se repete?
Todos estão comemorando a vitória de Obama nos EUA. É um avanço para um país racista, que até 1963 não dava os mesmos direitos dos brancos aos negros. Jesse Jackson chorou, Colin Powell também e até Condoleezza Rice não conseguiu esconder a felicidade (apesar de ser republicana até os ossos). O Reverendo Jackson, que começou sua vida como discípulo de Martin Luther King (inclusive trabalhou para ele), viu seu sonho realizado. Pode morrer em paz. Os EUA deram, depois de muito tempo, uma lição de humildade ao mundo e apagaram a grande mancha de sua própria história (ou pelo menos aprenderam com ela).

Ao mesmo tempo que esse revisionismo histórico acontece no Grande Irmão, a America latina está num surto de presidentes esquerdistas, vingando-se dos abusos sofridos nos anos 60 (e olha que foram muitos!). Alguns desses líderes são melhores que outros e por mais que eu não goste do sapo barbudo, temos que reconhecer que ele É um dos melhores. Chaves, um dos piores. A Europa está perdida com líderes fanfarrões como Berlusconi e Sarkozy, com mínima expressão e muita polêmica. E a Rússia está voltando às suas origens como um país com líderes brutais, egocêntricos e duros. Mas a Rússia sempre foi retrógrada. Só perde para a Argentina que ainda sonha com Peron ressuscitando e liderando o país para a glória.

Não sei se Obama será um bom presidente (para o Brasil, com certeza não será, leia suas propostas) mas com certeza é um símbolo e um ótimo representante desse momento de transição na história da humanidade. A ele, meus votos de boa sorte e um conselho: cuidado com o que você deseja porque você pode conseguir.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

BOM FIM DE SEMANA

(ATENÇÃO! Saiba que esta sacada não está no térreo!)

AS MELHORES CENAS DE MUSICAIS DE TODOS OS TEMPOS (PARA DANI VAZ)

Disse o humorista e cronista italiano Pitigrilli (um dia falo sobre ele) que ópera é aquela arte onde um cara leva uma facada e ao invés de sangrar, ele canta. Não é muito diferente dos filmes musicais, sucesso absurdo nos anos 40 e 50 especialmente devido a MGM. Acontece que musicais são chato pacas de se ver inteiro, então, salvo alguns exemplos abaixo, o que se salvam são algumas cenas que realmente impressionam. Comecemos por aqueles que 90% do filme é ótimo ou bom e são assistíveis de cabo a rabo:

Cantando na Chuva:taí um classicão delicioso, com uma história bárbara sobre a transição do cinema mudo para o falado, elenco de primeiro e cenas fantásticas. Foi a terceira vez aliás, que a música Singin in the rain foi usada num filme (ela era de 1929). De todo o filme, duas cenas me impressionam muito. Moses & Roses, com Gene Kelly e Donald O´Connor aprendendo a falar. E Make them laugh (que o Bozo regravou como Sempre rir) com O´Connor dando um show acrobático. Detalhe, ele fumava 4 maços de cigarro por dia na epoca e foi hospitalizado logo.



Moulin Rouge: Taí o musical reiventado de maneira mais que criativa. Baz Lurhman, que já havia brincado com o gênero em Dança Comigo, pegou uma histórinha chavão (menina "quase" má é prometida para milionário, mas se apaixona por pobretão e morre) e a transformou num espetáculo visual inédito. Além disso, usou como trilha, músicas modernas com roupagem diferente e aí dá-lhe Jim Broadbend cantar uma versão hilária de Like a Virgin, um medley com rocks de Bowie, Kiss, Elton John e muito mais. A cena que acho maravilhosa nesse filme é a versão em tango de Roxanne do Police. A música original era um ode a uma prostitua, mas transportá-la para os bordéis de Buenos Aires foi toque de gênio.



Victor ou Victoria: Blake Edwards, que já nos havia brindado com a série do Inspetor Closeau no cinema e com Um Convidado Bem Trapalhão, montou a comédia musical perfeita. Só o elenco já era matador: Julie Andrews (sua esposa até hoje), James Garner e um ator no ostracismo, Robert Preston, tinham a química perfeita para destilar piadas de altíssimo nível sobre o mundo gay da Paris dos anos 20. Quando assisti no cinema, não se conseguia ouvir o som do final do filme, porque as pessoas estavam chorando de rir. A cena em questão era The Shady Dame from Seville, com Robert Preston fazendo a parte de Andrews. Sempre tive a sensação que a cena não havia sido ensaiada, e no DVD descobri que não foi mesmo. Foi improviso puro.



Blues Brothers: eu vi esse filme no cinema em 1980 com o Tadeu. Marcou tanto que tinha em vídeo e agora em DVD com cenas extendidas. Ray Charles, Aretha Franklin e James Brown abençoam o dia que foram convidados para a película porque fez os caras voltarem ao sucesso. Brown e Aretha, aliás, não sabiam dublar música, então gravaram ao vivo em em cores. É difícil achar uma cena marcante nesse filme (mesmo porque, além da música tem os acidentes de carro), então decidi pegar uma montagem que junta tudo de bom que o filme tem. Só para registrar, a única coisa que se salva da péssima continuação que fizeram em 1998, chamada Blues Brothers 2000 (sim, você leu certo 1998 - 2000) é a jam session com os maiores nomes do blues. O resto é lixo.



Agora as cenas marcantes de filmes nem tanto:

The Cell Block Tango de Chicago: Chicago tem cenas ótimas como o sapateado com Richard Gere no tribunal, mas a música das prisioneiras contando como mataram seus desafetos (homens) é um primor de humor negro, dança e ritmo. Tente entender a letra!



America de West Side Story:
Romeu e Julieta transportados para NY, com o WASP (White Angle Saxon Protestant - ou seja, o brancão) se apaixonando pela latina da gangue rival. Misturando estilos diferentes de música e dança (o tradicional versus o moderno jazz do Bebop) o filme tem cenas bárbaras e músicas boas como Maria e I feel pretty (aquela que Adam Sandler canta em Tratamento de Choque). A versão de America que conhecemos é a do chatíssimo Johnny Rivers, mas vendo-a no filme e entendendo sua letra, você vai ver que é uma das críticas mais contundentes ao sistema americano e ao tratamento de imigrantes.



Barn Dance de Sete Noivas para Sete Irmãos: um dos grandes reprisados na sessão da tarde nos anos 80, este é o típico musical besta que diverte pacas. Sete irmãos broncos vivem juntos numa fazenda até que o mais velho se casa e aí todos decidem arrumar esposa. Inspirados pelo rapto das Sibilinas da tragédia grega, eles sequestram suas pretendentes quando a coisa aperta. O que mais se destaca no filme é o duelo do celeiro na festa da comunidade. Sete irmãos, sete noivas e sete concorrentes locais numa disputa incrível de técnica e dança.



Did you Ever de Núpcias de Escândalo: Bing Crosby era o mais popular de todos os cantores americanos até que surgiu Frank Sinatra. É por isso que Crosby disse: "Frank Sinatra é, sem dúvida, o maior cantor do século. Mas ele tinha que nascer no mesmo século que eu?". Os dois foram juntados no filme Núpcias de Escândalo e, apesar de não dançarem, a música e o cinismo dos dois é genial. Em tempo, o filme também tinha Louis Armstrong.



A dança do teto de Núpcias Reais: Gene Kelly era inovação. Fred Astaire era técnica. Aí pegaram Astaire para fazer uma cena inovadora (até para os dias de hoje): dançar pelas paredes e tetos de um quarto. O efeito é genial e você quase não nota o famoso dançarino de equilibrando enquanto o cenário gira. Por curiosidade, você sabia que Astaire foi recusado no primeiro teste que fez porque foi considerado pelo avaliador como um cara muito feio, magro demais e que não sabia cantar e não sabia dançar? Pois é..... para você ver como entrevista de emprego é uma furada faz muito tempo.



A Dança das Horas em Fantasia: o que em encanta nessa cena é que as hipopótamas dançam mais levemente que os avestruzes e crocodilos. Só isso já é bizarro.



Por enquanto é só. Com certeza vão surgir mais cenas memoráveis e posto de novo. Só não me falem em Grease, pelamordedeus.....ê filminho besta!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MAD MEN & MAD CARTOONS

Enquanto Mad Men é um sucesso nos EUA, ganhando prêmios, arrebatando a crítica e partindo para a terceira temporada, aqui no Brasil não se ouve falar e nenhum dos meus amicci assistiu. Eu já estou no final da segunda temporada (que estreará em breve na HBO) e considero a série de uma maturidade incrível. Um dos Emmy que arrebatou este ano foi de melhor abertura (existe estatueta para isso). Ao som de A Beautiful Mine do eletrônico músico Rjd2, vemos Don Draper, o publicitário principal do seriado, se afundando no mundo da propaganda. Confira a abertura original abaixo:



E como não podia deixar de ser, os Simpsons já estão brincando com o seriado e com essa abertura. No especial de Halloween, um dos segmentos se chamará How to get ahead in dead-vertising e veja só o que eles aprontaram (ficou incrível):



Só um detalhe para encerrar. Na série original, passada em 1960/61, o pessoal fuma o tempo todo. No escritório, nos elevadores, na cama, no banheiro... em todo o lugar. Fumar na época era status e os primeiros estudos sobre os males do cigarro estavam sendo publicados. Num lampejo de genialidade, a primeira temporada foi lançada nos EUA com uma caixa bem apropriada, veja só: