sexta-feira, 8 de agosto de 2008

BOM FIM DE SEMANA COM OLIMPÍADAS!




(E NA SEMANA QUE VEM: A REPRODUÇÃO DO GNU)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

UM CLÁSSICO DE MÚSICA E CINEMA

Não tem fã de boa música que não goste desse filme. Não tem colega meu de juventude que não o tenha visto. A Encruzilhada (Crossroads) foi uma obra-prima menor dos anos 80. Estrelada por Ralph Macchio do famoso Brat Pack de Copolla (um dia conto sobre isso) e pelo músico e ator Joe Seneca, o filme brincava com uma das grandes lendas do Blues: aquela que reza que os músicos vendiam suas almas para o demônio para poder tocar bem (atribuída, aliás, ao deus do gênero, Robert Johnson, que escreveu a música Crossroads). Ralph, violonista clássico aprendiz conhece o bluseiro Willie Brown em um asilo e parte para o sul dos EUA para tentar livrar o velho das garras do tinhoso. Apaixona-se pela então estonteante Jami Gertz e só quando ela o abandona, ele consegue tocar um blues com toda a dor necessária. Genial!
Só que genial mesmo é o final com o duelo de Macchio com o emissário do demo, nada mais, nada menos que Steve Vai. Vai, aliás, tocou as duas partes da música e Ralph só dublou os movimentos (perfeitamente, diga-se de passagem). A trilha, inesquecível, foi composta por outro grande rockeiro e bluseiro, Ry Cooder.
E para quem nunca viu (e perdeu) essa cena, aqui vai o mais criativo duelo musical do cinema:


Efemérides

Efemérides teve os 70 votos mínimos para a publicação no Overmundo. Para quem não leu, aqui vai uma palhinha:

31 de julho foi Dia do Orgasmo. O primeiro pensamento que me passou na cabeça foi: orgasmo precisa de Dia? Já o segundo foi o tema da saudosa Vila Sésamo: “todo dia é dia, toda hora é hora”. E finalmente imaginei as comemorações do Dia do Orgasmo que, assim como a Marcha do Orgulho Gay, teria uma grande parada na Avenida Paulista com blocos imensos desfilando, cada um, suas preferências de prazer (a não ser a turma do ponto G que seria formada de no máximo 7 pessoas).

O Dia do Orgasmo foi criado pelas sex-shops inglesas há 4 anos, como alerta para a melhora da vida sexual das moçoilas britânicas (aparentemente 80% delas respondeu que não sentia prazer nas relações sexuais), mas pesquisando o tema fiquei surpreso em como alguns cocorocas (obrigado Stanislaw Ponte Preta) perdem seu tempo para inventar bobagens.

Por exemplo, já que temos o Dia das Crianças (e o Dia Nacional da Infância também), alguém tascou 15 de janeiro como Dia do Adulto. Por não saber disso, não ganhei meu presente. Já em 11 de fevereiro comemora-se o Dia Mundial do Enfermo. Espere aí, existem motivos para se celebrar uma doença? Dia 10 de março é Dia do Sogro, enquanto 28 de abril celebra a Sogra (vai saber porquê). Existem o Dia Internacional da Mulher e o Dia Nacional da Mulher (30 de abril), mas nenhum Dia dos Homens, Dia do Macho ou pelo menos Dia Mundial do Suportador de TPM.

Se você é jovem ou velho está feito. Temos o Dia Mundial do Jovem Trabalhador, o Dia dos Jovens (13/04), o Dia Internacional da Juventude (12/08), assim como o Dia Nacional do Idoso (21/09), o Dia Internacional do Idoso (27/09), o Dia Internacional da Terceira Idade (01/12) e, incrivelmente, o Dia do Idoso Japonês (15/09). Se você, como eu, chegou à meia-idade, não tem nada a comemorar. Ou pelo menos opte em considerar-se jovem demais ou velho demais e festeje.

No campo do bizarro temos que o Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, coincidindo com o Dia Mundial Anti-Mcdonalds e o Dia do Azar com o Dia do Encarceirado – esse último é auto-explicativo, não é? Em 09 de setembro os racheiros, playboys e imprudentes motoristas podem se orgulhar, já que é Dia da Velocidade. Em 31 de agosto, comemora-se em todo o Brasil (menos na cidade de São Paulo provavelmente) o Dia do Outdoor. Já em Minas Gerais, 17 de agosto é o Dia Municipal do Camelô (ai se a coisa pega). Isso sem contar que em 9 de julho, além da Revolução Constitucionalista, celebramos o Dia do Truco. Ninguém me explica porque o bridge, o poker, a cacheta e o copas são ignorados. E, para coroar, temos em 24 de julho o Dia Mundial dos Discos Voadores.

Já que estamos no século XXI, estou esperando que se criem novas e criativas efemérides como Dia do Download Ilegal, Dia da Tela Azul do Windows, Dia da Falta de Privacidade do Orkut, Dia do Spam e até mesmo o Dia do Você Quis Dizer do Google.

Em tempo, se no Dia do Trabalho ninguém trabalha, então no Dia do Orgasmo...... OK, esquece!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

PLAYBOY: A MORTE DE UM CONCEITO

Há 55 anos, surgiu uma revista para quebrar a moral americana e mudar a maneira que o estadunienses tinham de encarar sensualidade. Em 1953, apareceu nos EUA, a revista Playboy, criação de Hugh Hefner. Foi a pioneira em nus femininos com classe e trazia em suas páginas renomados jornalistas, escritores, ilustradores e artistas plásticos (até Salvador dali colaborou em um ensaio). A primeira edição estampou a diva Marilyn Monroe na capa e não tinha número. Hefner não sabia qual seria a reação do público e não arriscava, ainda, transformar o periódico em mensal. Foi um sucesso e deu no que deu. Nesses meus vai-e-vem pela internet, consegui um arquivo com as capas de edições antigas e me surpreendi. Havia um conceito por trás de cada capa, algo que remetia a um estilo de vida cheio de glamour. E é lógico que isso envolvia mulheres maravilhosas, mas, por essas capas, não pareciam ser o mais importante.
Tente comparar as imagens abaixo com o que temos, desde 1975, no Brasil (clique aqui) e mesmo com as capas das edições gringas (clique aqui). O que se perdeu?
O mundo mudou, sabemos disso. ESTILO hoje é o que aparece na Caras. Perdemos a classe e ganhamos em ignorância. Tornamo-nos trogloditas, viviados em bundas perfeitas e peitos turbinados. Nosso sonho de consumo é uma ex-BBB ou uma atriz da Globo? Ou seria a ex-amante de um senador? Pior, uma mulher-melancia! Obviamente a imprensa seguiu esse caminho também e as revistas, até mesmo uma revista como Playboy, perdeu sua classe.
Mel Brooks em uma entrevista para a própria Playboy na década de 60, disse que consideraria a revista legitimamente erótica somente se ela mostrasse as meninas de lingerie. Porque assim, despertaria mais o desejo de vê-las nuas. O cara é um grande comediante. Só que não acho que isso foi uma piada. O que você acha?



E A MELHOR DE TODAS, NA MINHA OPINIÃO:

OVERMUNDO DA SEMANA

Pessoal,

Mais um texto meu lá: http://www.overmundo.com.br/banco/efemerides.

O outro também foi aprovado! Obrigado a todos.

FINALMENTE....A FAMA!

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

domingo, 3 de agosto de 2008

O PIOR FILME DO ANO (ATÉ AGORA)

Quando o primeiro filme da Múmia surgiu, em 1999, fui tomado de surpresa. Alguém havia conseguido fazer a primeira aventura de arqueologia bem sucedida desde a série Indiana Jones. Rick O´Connel, o herói de Brandon Fraser, era mais divertido e simpático que Jones; seus parceiros, Rachael Weisz e John Hannah eram mais carismáticos e os vilões, Arnold Vosloo (a múmia) e Kevin J. O´Connor (o estridente Beni) eram mais divertidos. O filme usava a técnica de linguagem dos antigos clássicos da Universal: nada de terror gore. Sombras, gritos e corpos enrrugados ajudavam no horror. O filme fez tanto sucesso que veio a continuação, com o mesmo vilão. Se não era tão boa quanto o primeiro, a aventura pelo menos, tinha a estonteante venezuelana Patrícia Velasquez (a Anck Su Namun) por mais tempo na tela.
Neste A Múmia III, os produtores conseguiram uma proeza de responsabilidade social: reciclagem total de cenas. Porque o filme nada inova a não ser a infeliz escolha de Maria Bello como a sra. O´Connel, ao invés de Weisz, que sabiamente pulou fora do caça-níqueis. A personagem mudou totalmente e não há nada de química entre ela e Fraser. Para você não gastar sua suada grana com o ingresso, vou contar o filme todo aqui, com comparações, cheias de spoilers:
  1. O filme começa, como os outros dois, com a história do imperador mal que com seu exército detonava todo mundo até ser amaldiçoado por uma feiticeira. Mais ou menos, como o Escorpião-Rei da sequência.
  2. Aí o filho dos O´Connel (em péssima atuação e idade inverossímel) acha a tumba do chinês em 1946 ou 47, sei lá, e é atacado por alguém que não quer que a Múmia ressuscite. Como no primeiro filme.
  3. Depois disso, o arqueólogo parceiro do filho trae a família toda, entregando a Múmia para um general chinês que quer acabar com a corrupção do mundo (como o curador do Museu Britãnico fez na Múmia II)
  4. Uma moça que estava contra a família O´Connel no começo, a tal que queria impedir a múmia de ganhar vida, vira amiga deles e pede ajuda para combater o mal (como Oded Fehr no primeiro....e no segundo).
  5. Tentando achar a mística Shangri-la (no primeiro filme tentavam encontrar Hamunaptra e no segundo um oásis que não lembro o nome), a família mais a mocinha misteriosa vai para o Tibete num avião caindo aos pedaços que faz uma aterrissagem forçada no topo de uma montanha (teve uma queda de avião do primeiro filme - pilotado, aliás, pelo Dr Bombay da série Feiticeira - e o dirigível do segundo...que caiu também).
  6. A Múmia vai atrás de todo mundo (e de Shangri-lá) para retomar seus poderes já que ela está desfigurada (como a de Vosloo fez no segundo filme).
  7. Rick fica à beira da morte e é curado através de poderes mágicos, assim como Rachel Weisz morreu e ressucitou no segundo graças a.............. magia.
  8. Chegando na cidade das lendas, descobrimos que a feiticeira que amaldiçoou o imperador mal e seu exército há mais de 3.000 anos está viva, lépida e saltitante, e que a mocinha que acompanha Rick é sua filha, também imortal.
  9. A múmia - obviamente - ganha seus poderes de volta e ressucita seu exército, para então combater outro exército de mortos-vivos perto da muralha da China, numa batalha estúpida que lembra a da tropa de Anúbis contra as tribos árabes da parte II. Aliás, quando atingidos, os soldados viram areia......como em O Retorno da Múmia.
  10. As duas imortais perdem sua vida eterna em detrimento a formar esse exército de mortos-vivos, antigas vítimas do imperador (Imothep perdeu sua imortalidade no primeiro e no segundo filme).
  11. A múmia perde a batalha numa pancadaria com Rick (como Vosloo nos outros filmes).
  12. Fim da guerra. A feiticeira imortal perde a vida, mas reencontra seu antigo amor: o general que foi traído e executado pelo imperador Jet Li e os soldados se desfazem. A areia resultante forma no ar o rosto dos dois amantes (areia formando rostos? peraí, teve nos dois outros filmes).
  13. A filha da feiticeira, agora mortal, apesar de ter 3.000 anos nas costas, age como uma colegial desprotegida e fica com Alex, filho de Rick e Evie O´Connel.
  14. Fim (finalmente!) com uma legenda idiota sobre múmias do Peru para EXPLICAR a piada final com John Hannah.
Não faça, então, como eu. Não perca seu dinheiro, nem seu tempo. Assista Os Trapalhões nas minas do Rei Salomão, que você ganha mais!