


Não tem fã de boa música que não goste desse filme. Não tem colega meu de juventude que não o tenha visto. A Encruzilhada (Crossroads) foi uma obra-prima menor dos anos 80. Estrelada por Ralph Macchio do famoso Brat Pack de Copolla (um dia conto sobre isso) e pelo músico e ator Joe Seneca, o filme brincava com uma das grandes lendas do Blues: aquela que reza que os músicos vendiam suas almas para o demônio para poder tocar bem (atribuída, aliás, ao deus do gênero, Robert Johnson, que escreveu a música Crossroads). Ralph, violonista clássico aprendiz conhece o bluseiro Willie Brown em um asilo e parte para o sul dos EUA para tentar livrar o velho das garras do tinhoso. Apaixona-se pela então estonteante Jami Gertz e só quando ela o abandona, ele consegue tocar um blues com toda a dor necessária. Genial!31 de julho foi Dia do Orgasmo. O primeiro pensamento que me passou na cabeça foi: orgasmo precisa de Dia? Já o segundo foi o tema da saudosa Vila Sésamo: “todo dia é dia, toda hora é hora”. E finalmente imaginei as comemorações do Dia do Orgasmo que, assim como a Marcha do Orgulho Gay, teria uma grande parada na Avenida Paulista com blocos imensos desfilando, cada um, suas preferências de prazer (a não ser a turma do ponto G que seria formada de no máximo 7 pessoas).
O Dia do Orgasmo foi criado pelas sex-shops inglesas há 4 anos, como alerta para a melhora da vida sexual das moçoilas britânicas (aparentemente 80% delas respondeu que não sentia prazer nas relações sexuais), mas pesquisando o tema fiquei surpreso em como alguns cocorocas (obrigado Stanislaw Ponte Preta) perdem seu tempo para inventar bobagens.
Por exemplo, já que temos o Dia das Crianças (e o Dia Nacional da Infância também), alguém tascou 15 de janeiro como Dia do Adulto. Por não saber disso, não ganhei meu presente. Já em 11 de fevereiro comemora-se o Dia Mundial do Enfermo. Espere aí, existem motivos para se celebrar uma doença? Dia 10 de março é Dia do Sogro, enquanto 28 de abril celebra a Sogra (vai saber porquê). Existem o Dia Internacional da Mulher e o Dia Nacional da Mulher (30 de abril), mas nenhum Dia dos Homens, Dia do Macho ou pelo menos Dia Mundial do Suportador de TPM.
Se você é jovem ou velho está feito. Temos o Dia Mundial do Jovem Trabalhador, o Dia dos Jovens (13/04), o Dia Internacional da Juventude (12/08), assim como o Dia Nacional do Idoso (21/09), o Dia Internacional do Idoso (27/09), o Dia Internacional da Terceira Idade (01/12) e, incrivelmente, o Dia do Idoso Japonês (15/09). Se você, como eu, chegou à meia-idade, não tem nada a comemorar. Ou pelo menos opte em considerar-se jovem demais ou velho demais e festeje.
No campo do bizarro temos que o Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, coincidindo com o Dia Mundial Anti-Mcdonalds e o Dia do Azar com o Dia do Encarceirado – esse último é auto-explicativo, não é? Em 09 de setembro os racheiros, playboys e imprudentes motoristas podem se orgulhar, já que é Dia da Velocidade. Em 31 de agosto, comemora-se em todo o Brasil (menos na cidade de São Paulo provavelmente) o Dia do Outdoor. Já
Em tempo, se no Dia do Trabalho ninguém trabalha, então no Dia do Orgasmo...... OK, esquece!




Quando o primeiro filme da Múmia surgiu, em 1999, fui tomado de surpresa. Alguém havia conseguido fazer a primeira aventura de arqueologia bem sucedida desde a série Indiana Jones. Rick O´Connel, o herói de Brandon Fraser, era mais divertido e simpático que Jones; seus parceiros, Rachael Weisz e John Hannah eram mais carismáticos e os vilões, Arnold Vosloo (a múmia) e Kevin J. O´Connor (o estridente Beni) eram mais divertidos. O filme usava a técnica de linguagem dos antigos clássicos da Universal: nada de terror gore. Sombras, gritos e corpos enrrugados ajudavam no horror. O filme fez tanto sucesso que veio a continuação, com o mesmo vilão. Se não era tão boa quanto o primeiro, a aventura pelo menos, tinha a estonteante venezuelana Patrícia Velasquez (a Anck Su Namun) por mais tempo na tela.