sexta-feira, 31 de outubro de 2008
AS MELHORES CENAS DE MUSICAIS DE TODOS OS TEMPOS (PARA DANI VAZ)
Disse o humorista e cronista italiano Pitigrilli (um dia falo sobre ele) que ópera é aquela arte onde um cara leva uma facada e ao invés de sangrar, ele canta. Não é muito diferente dos filmes musicais, sucesso absurdo nos anos 40 e 50 especialmente devido a MGM. Acontece que musicais são chato pacas de se ver inteiro, então, salvo alguns exemplos abaixo, o que se salvam são algumas cenas que realmente impressionam. Comecemos por aqueles que 90% do filme é ótimo ou bom e são assistíveis de cabo a rabo:
Cantando na Chuva:taí um classicão delicioso, com uma história bárbara sobre a transição do cinema mudo para o falado, elenco de primeiro e cenas fantásticas. Foi a terceira vez aliás, que a música Singin in the rain foi usada num filme (ela era de 1929). De todo o filme, duas cenas me impressionam muito. Moses & Roses, com Gene Kelly e Donald O´Connor aprendendo a falar. E Make them laugh (que o Bozo regravou como Sempre rir) com O´Connor dando um show acrobático. Detalhe, ele fumava 4 maços de cigarro por dia na epoca e foi hospitalizado logo.
Moulin Rouge: Taí o musical reiventado de maneira mais que criativa. Baz Lurhman, que já havia brincado com o gênero em Dança Comigo, pegou uma histórinha chavão (menina "quase" má é prometida para milionário, mas se apaixona por pobretão e morre) e a transformou num espetáculo visual inédito. Além disso, usou como trilha, músicas modernas com roupagem diferente e aí dá-lhe Jim Broadbend cantar uma versão hilária de Like a Virgin, um medley com rocks de Bowie, Kiss, Elton John e muito mais. A cena que acho maravilhosa nesse filme é a versão em tango de Roxanne do Police. A música original era um ode a uma prostitua, mas transportá-la para os bordéis de Buenos Aires foi toque de gênio.
Victor ou Victoria: Blake Edwards, que já nos havia brindado com a série do Inspetor Closeau no cinema e com Um Convidado Bem Trapalhão, montou a comédia musical perfeita. Só o elenco já era matador: Julie Andrews (sua esposa até hoje), James Garner e um ator no ostracismo, Robert Preston, tinham a química perfeita para destilar piadas de altíssimo nível sobre o mundo gay da Paris dos anos 20. Quando assisti no cinema, não se conseguia ouvir o som do final do filme, porque as pessoas estavam chorando de rir. A cena em questão era The Shady Dame from Seville, com Robert Preston fazendo a parte de Andrews. Sempre tive a sensação que a cena não havia sido ensaiada, e no DVD descobri que não foi mesmo. Foi improviso puro.
Blues Brothers: eu vi esse filme no cinema em 1980 com o Tadeu. Marcou tanto que tinha em vídeo e agora em DVD com cenas extendidas. Ray Charles, Aretha Franklin e James Brown abençoam o dia que foram convidados para a película porque fez os caras voltarem ao sucesso. Brown e Aretha, aliás, não sabiam dublar música, então gravaram ao vivo em em cores. É difícil achar uma cena marcante nesse filme (mesmo porque, além da música tem os acidentes de carro), então decidi pegar uma montagem que junta tudo de bom que o filme tem. Só para registrar, a única coisa que se salva da péssima continuação que fizeram em 1998, chamada Blues Brothers 2000 (sim, você leu certo 1998 - 2000) é a jam session com os maiores nomes do blues. O resto é lixo.
Agora as cenas marcantes de filmes nem tanto:
The Cell Block Tango de Chicago: Chicago tem cenas ótimas como o sapateado com Richard Gere no tribunal, mas a música das prisioneiras contando como mataram seus desafetos (homens) é um primor de humor negro, dança e ritmo. Tente entender a letra!
America de West Side Story: Romeu e Julieta transportados para NY, com o WASP (White Angle Saxon Protestant - ou seja, o brancão) se apaixonando pela latina da gangue rival. Misturando estilos diferentes de música e dança (o tradicional versus o moderno jazz do Bebop) o filme tem cenas bárbaras e músicas boas como Maria e I feel pretty (aquela que Adam Sandler canta em Tratamento de Choque). A versão de America que conhecemos é a do chatíssimo Johnny Rivers, mas vendo-a no filme e entendendo sua letra, você vai ver que é uma das críticas mais contundentes ao sistema americano e ao tratamento de imigrantes.
Barn Dance de Sete Noivas para Sete Irmãos: um dos grandes reprisados na sessão da tarde nos anos 80, este é o típico musical besta que diverte pacas. Sete irmãos broncos vivem juntos numa fazenda até que o mais velho se casa e aí todos decidem arrumar esposa. Inspirados pelo rapto das Sibilinas da tragédia grega, eles sequestram suas pretendentes quando a coisa aperta. O que mais se destaca no filme é o duelo do celeiro na festa da comunidade. Sete irmãos, sete noivas e sete concorrentes locais numa disputa incrível de técnica e dança.
Did you Ever de Núpcias de Escândalo: Bing Crosby era o mais popular de todos os cantores americanos até que surgiu Frank Sinatra. É por isso que Crosby disse: "Frank Sinatra é, sem dúvida, o maior cantor do século. Mas ele tinha que nascer no mesmo século que eu?". Os dois foram juntados no filme Núpcias de Escândalo e, apesar de não dançarem, a música e o cinismo dos dois é genial. Em tempo, o filme também tinha Louis Armstrong.
A dança do teto de Núpcias Reais: Gene Kelly era inovação. Fred Astaire era técnica. Aí pegaram Astaire para fazer uma cena inovadora (até para os dias de hoje): dançar pelas paredes e tetos de um quarto. O efeito é genial e você quase não nota o famoso dançarino de equilibrando enquanto o cenário gira. Por curiosidade, você sabia que Astaire foi recusado no primeiro teste que fez porque foi considerado pelo avaliador como um cara muito feio, magro demais e que não sabia cantar e não sabia dançar? Pois é..... para você ver como entrevista de emprego é uma furada faz muito tempo.
A Dança das Horas em Fantasia: o que em encanta nessa cena é que as hipopótamas dançam mais levemente que os avestruzes e crocodilos. Só isso já é bizarro.
Por enquanto é só. Com certeza vão surgir mais cenas memoráveis e posto de novo. Só não me falem em Grease, pelamordedeus.....ê filminho besta!
Cantando na Chuva:taí um classicão delicioso, com uma história bárbara sobre a transição do cinema mudo para o falado, elenco de primeiro e cenas fantásticas. Foi a terceira vez aliás, que a música Singin in the rain foi usada num filme (ela era de 1929). De todo o filme, duas cenas me impressionam muito. Moses & Roses, com Gene Kelly e Donald O´Connor aprendendo a falar. E Make them laugh (que o Bozo regravou como Sempre rir) com O´Connor dando um show acrobático. Detalhe, ele fumava 4 maços de cigarro por dia na epoca e foi hospitalizado logo.
Moulin Rouge: Taí o musical reiventado de maneira mais que criativa. Baz Lurhman, que já havia brincado com o gênero em Dança Comigo, pegou uma histórinha chavão (menina "quase" má é prometida para milionário, mas se apaixona por pobretão e morre) e a transformou num espetáculo visual inédito. Além disso, usou como trilha, músicas modernas com roupagem diferente e aí dá-lhe Jim Broadbend cantar uma versão hilária de Like a Virgin, um medley com rocks de Bowie, Kiss, Elton John e muito mais. A cena que acho maravilhosa nesse filme é a versão em tango de Roxanne do Police. A música original era um ode a uma prostitua, mas transportá-la para os bordéis de Buenos Aires foi toque de gênio.
Victor ou Victoria: Blake Edwards, que já nos havia brindado com a série do Inspetor Closeau no cinema e com Um Convidado Bem Trapalhão, montou a comédia musical perfeita. Só o elenco já era matador: Julie Andrews (sua esposa até hoje), James Garner e um ator no ostracismo, Robert Preston, tinham a química perfeita para destilar piadas de altíssimo nível sobre o mundo gay da Paris dos anos 20. Quando assisti no cinema, não se conseguia ouvir o som do final do filme, porque as pessoas estavam chorando de rir. A cena em questão era The Shady Dame from Seville, com Robert Preston fazendo a parte de Andrews. Sempre tive a sensação que a cena não havia sido ensaiada, e no DVD descobri que não foi mesmo. Foi improviso puro.
Blues Brothers: eu vi esse filme no cinema em 1980 com o Tadeu. Marcou tanto que tinha em vídeo e agora em DVD com cenas extendidas. Ray Charles, Aretha Franklin e James Brown abençoam o dia que foram convidados para a película porque fez os caras voltarem ao sucesso. Brown e Aretha, aliás, não sabiam dublar música, então gravaram ao vivo em em cores. É difícil achar uma cena marcante nesse filme (mesmo porque, além da música tem os acidentes de carro), então decidi pegar uma montagem que junta tudo de bom que o filme tem. Só para registrar, a única coisa que se salva da péssima continuação que fizeram em 1998, chamada Blues Brothers 2000 (sim, você leu certo 1998 - 2000) é a jam session com os maiores nomes do blues. O resto é lixo.
Agora as cenas marcantes de filmes nem tanto:
The Cell Block Tango de Chicago: Chicago tem cenas ótimas como o sapateado com Richard Gere no tribunal, mas a música das prisioneiras contando como mataram seus desafetos (homens) é um primor de humor negro, dança e ritmo. Tente entender a letra!
America de West Side Story: Romeu e Julieta transportados para NY, com o WASP (White Angle Saxon Protestant - ou seja, o brancão) se apaixonando pela latina da gangue rival. Misturando estilos diferentes de música e dança (o tradicional versus o moderno jazz do Bebop) o filme tem cenas bárbaras e músicas boas como Maria e I feel pretty (aquela que Adam Sandler canta em Tratamento de Choque). A versão de America que conhecemos é a do chatíssimo Johnny Rivers, mas vendo-a no filme e entendendo sua letra, você vai ver que é uma das críticas mais contundentes ao sistema americano e ao tratamento de imigrantes.
Barn Dance de Sete Noivas para Sete Irmãos: um dos grandes reprisados na sessão da tarde nos anos 80, este é o típico musical besta que diverte pacas. Sete irmãos broncos vivem juntos numa fazenda até que o mais velho se casa e aí todos decidem arrumar esposa. Inspirados pelo rapto das Sibilinas da tragédia grega, eles sequestram suas pretendentes quando a coisa aperta. O que mais se destaca no filme é o duelo do celeiro na festa da comunidade. Sete irmãos, sete noivas e sete concorrentes locais numa disputa incrível de técnica e dança.
Did you Ever de Núpcias de Escândalo: Bing Crosby era o mais popular de todos os cantores americanos até que surgiu Frank Sinatra. É por isso que Crosby disse: "Frank Sinatra é, sem dúvida, o maior cantor do século. Mas ele tinha que nascer no mesmo século que eu?". Os dois foram juntados no filme Núpcias de Escândalo e, apesar de não dançarem, a música e o cinismo dos dois é genial. Em tempo, o filme também tinha Louis Armstrong.
A dança do teto de Núpcias Reais: Gene Kelly era inovação. Fred Astaire era técnica. Aí pegaram Astaire para fazer uma cena inovadora (até para os dias de hoje): dançar pelas paredes e tetos de um quarto. O efeito é genial e você quase não nota o famoso dançarino de equilibrando enquanto o cenário gira. Por curiosidade, você sabia que Astaire foi recusado no primeiro teste que fez porque foi considerado pelo avaliador como um cara muito feio, magro demais e que não sabia cantar e não sabia dançar? Pois é..... para você ver como entrevista de emprego é uma furada faz muito tempo.
A Dança das Horas em Fantasia: o que em encanta nessa cena é que as hipopótamas dançam mais levemente que os avestruzes e crocodilos. Só isso já é bizarro.
Por enquanto é só. Com certeza vão surgir mais cenas memoráveis e posto de novo. Só não me falem em Grease, pelamordedeus.....ê filminho besta!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
MAD MEN & MAD CARTOONS
Enquanto Mad Men é um sucesso nos EUA, ganhando prêmios, arrebatando a crítica e partindo para a terceira temporada, aqui no Brasil não se ouve falar e nenhum dos meus amicci assistiu. Eu já estou no final da segunda temporada (que estreará em breve na HBO) e considero a série de uma maturidade incrível. Um dos Emmy que arrebatou este ano foi de melhor abertura (existe estatueta para isso). Ao som de A Beautiful Mine do eletrônico músico Rjd2, vemos Don Draper, o publicitário principal do seriado, se afundando no mundo da propaganda. Confira a abertura original abaixo:
E como não podia deixar de ser, os Simpsons já estão brincando com o seriado e com essa abertura. No especial de Halloween, um dos segmentos se chamará How to get ahead in dead-vertising e veja só o que eles aprontaram (ficou incrível):
Só um detalhe para encerrar. Na série original, passada em 1960/61, o pessoal fuma o tempo todo. No escritório, nos elevadores, na cama, no banheiro... em todo o lugar. Fumar na época era status e os primeiros estudos sobre os males do cigarro estavam sendo publicados. Num lampejo de genialidade, a primeira temporada foi lançada nos EUA com uma caixa bem apropriada, veja só:

Só um detalhe para encerrar. Na série original, passada em 1960/61, o pessoal fuma o tempo todo. No escritório, nos elevadores, na cama, no banheiro... em todo o lugar. Fumar na época era status e os primeiros estudos sobre os males do cigarro estavam sendo publicados. Num lampejo de genialidade, a primeira temporada foi lançada nos EUA com uma caixa bem apropriada, veja só:

quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
ROLE MODELS
Apesar da mitologia (antiga e moderna) estar repleta de heróis valentes e cheios de princípios e morais, o que a gente gosta mesmo é de um bom mal-caráter. Veja nos quadrinhos. Superman tem todos os poderes do mundo, mas é o Batman que manda bem (até no cinema, como comprovado). A figura do anti-herói tem sido bem explorada no cinema, com aquele cara que, apesar de odiar que está fazendo, faz e faz bem feito (veja Han Solo, por exemplo). Na TV, o negócio não é diferente. Especialmente nos últimos tempos. Então aqui vão algumas figurinhas para você se basear e se tornar um homem mais completo e bem-sucedido:
ALAN SHORE: se você não assiste Boston Legal (Justiça Sem Limites em terras tupiniquins), está perdendo um dos melhores seriados de advocacia da TV americana. Apesar de ter William Shatner tirando sarro dele mesmo (como um advogado sênior que se acha o máximo), o maior destaque é Alan Shore. Misógino, convencido, arrogante, inteligente e sarcástico, Shore esconde um homem cheio de princípios rígidos. Só que ele não mostra isso a toda hora. E mesmo assim, a mulherada cai em cima dele. O velho lance de tentar dobrar uma barra de ferro. Elas não conseguem. Shore usa de qualquer artimanha possível para vencer dentro e fora dos tribunais. Detalhe: o personagem começou na última temporada de The Practice, mas fez tanto sucesso de "mudou" de escritório quando a série foi cancelada.
DR. GREGORY HOUSE:é difícil imaginar na vida real alguém tão sem empatia. Um médico que gosta de doenças e odeio pacientes faz a nossa alegria com seu mau humor, frases desconcertantes e técnica de humilhar quem estiver na frente. Não que isso seja muito bom. O cara ja perdeu esposa, equipe e melhor amigo graças à sua falta de cortesia. E convenhamos, como médico ele deixa a desejar, porque seus pacientes passam pelo inferno até ele decobrir a real doença lá pelo finalzinho do episódio. OK, o pessoal sobrevive, mas não antes de ser vasculhado internamente por todos os orifícios.
Charles Francis Harper: esse leva a vida que queríamos ter. Não faz nada a não ser compor jingles medíocres, tem qualquer mulher que deseja e vive em Malibu! E não só isso! Também é amigo de Sean Penn, Elvis Costelo e Harry Dean Stanton. Charlie é o típico macho. Usa todo mundo, dispara chavecos lamentáveis e ainda manda bem na cama, fazendo com que mulherada se derreta por ele. Só não pode encontrar uma garota com personalidade ou que tenha idéias próprias, porque aí, ele vai trocar os pés pelas mãos e agir como um bebê chorão. Seu irmão Alan tem uma participação importante na sua vida: é seu saco de pancadas. Por isso, Charlie é o cara!
Donald Draper: o que dizer de um cara que é diretor de criação de uma agência de publicidade em 1960 e que na realidade não se chama Don Draper? Pois é, o charmoso e sério publicitário de Mad Men assumiu a identidade de um tenente morto quando lutou na Guerra da Coréia. Isso porque o fato de ser filho de uma prostituta e ter sido criado por tios que o lembravam disso a todo o tempo marcou profundamente a alma de Draper. E é por essa razão que ele trai sua lindíssima mulher, não deixa ninguém entrar na sua intimidade (nem ser chefe, o amigo mais próximo) e é temido por todos os funcionários (especialmente secretárias) da Sterling & Cooper. Só que, em contrapartida, é um tremendo publicitário.
Emerson Cod: o detetive de Pushing Daisies tem uma característica marcante: nada é melhor que dinheiro. Sendo assim, ao descobrir que Ned, o fazedor de tortas, podia ressuscitar mortos, ele já achou uma solução brilhante para ficar rico. Toda a vez que alguém é morto e se oferece uma recompensa para achar o assassino, ele interroga diretamente o defunto. Fácil, não? Além disso, Cod não curte pessoas vivas. Seus hobbies são tricô e fazer livros em pop-up (bem ao clima surreal do seriado), mas a amargura dele tem um motivo. Ele tem uma filha que não vê faz anos. Obviamente que não podemos esquecer de Tony Soprano e sua gangue, Dr McCoy, Higgins (de Magnum), Dr Smith e tantos outros que fazem com que os (somente) bonzinhos pareçam um pé-no-saco. Mas estes ficam como hour-concours!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
AS MELHORES MÚSICAS DE TODOS OS TEMPOS SEGUNDO EU MESMO
Eu me considero uma pessoa com bom gosto para música. Tirando so citados na minha apresentação (ao lado), ouço de tudo e curto a maioria dos gêneros. Acho o mp3 e o IPOD, por exemplo, os inventos da década! Assim, aqui vai meu ranking (será polêmico, eu sei) do que considero o melhor em categorias que eu inventei, (portanto não me encha depois): A melhor Música de todos os tempos: Mass In C Minor,K. 427,Kyrie (Mozart)
Não sei quem foi que disse que quando os anjos falam com Deus, eles ouvem Bach e quando falam entre si ouvem Mozart, mas o louco austríaco era simplesmente o melhor compositor que já existiu. Essa missa, mostrada no final do filme Amadeus, é uma superposição de corais e ao ouví-la tem se a impressão que não foi um ser humano que a compôs. Porque é impossível pensar que alguém conseguiu ouvir isso na sua cabeça e transpor no papel. Aliás, quando eu morrer, quero que toquem no meu enterro. Confira aqui um vídeo.
O melhor Rock de todos os tempos: You Shook Me All Night Long (AC/DC)Não sei quem foi que disse que quando os anjos falam com Deus, eles ouvem Bach e quando falam entre si ouvem Mozart, mas o louco austríaco era simplesmente o melhor compositor que já existiu. Essa missa, mostrada no final do filme Amadeus, é uma superposição de corais e ao ouví-la tem se a impressão que não foi um ser humano que a compôs. Porque é impossível pensar que alguém conseguiu ouvir isso na sua cabeça e transpor no papel. Aliás, quando eu morrer, quero que toquem no meu enterro. Confira aqui um vídeo.
Aqui vai sair pau, mas podem falar de Elvis, Beatles, Rolling Stones, Iron e o caramba a 4, mas essa música, falando de uma mulher que manda bem para dedéu na cama, para mim resume o que o rock é: uma transgressão para adolescentes eternos. Dos acordes de Angus Young à voz estridente de Brian Johnson, tudo é perfeito. Para os curiosos, existe um grupo chamado Full Blown Cherry que fez uma homenagem ao AC/DC regravando seus clássicos em rockabilly. A versão de You Shook Me All Night Long é uma das melhores! Quem quiser é só me escrever! Ouça a original aqui.
O melhor Jazz de todos os tempos: Take Five (Dave Brubeck Quartet)
Take Five apareceu no incrível album Time Out de 1959 e foi um hit na sua época. Isso, porque a música nada mais era que uma chance de mostrar o talento de Joe Morello na bateria, segundo o autor, Brubeck. O ritmo é contagiante, a atmosfera a mais cool possível e o sax de Paul Desmond soa como se estivesse passando veludo dentro de seu ouvido. A versão ao vivo de 1961 no Carnegie Hall consegue ser melhor ainda que a original! Veja uma versão aqui.
A melhor MPB de todos os tempos: Construção (Chico Buarque)
Quando Chico era contra o governo, ele era bom pacas! Quando os milicos foram embora, o cara parece ter perdido a raiva e a genialidade. A música é um poema narrando a morte de um trabalhador na contrução de um prédio. Só que a história é contada 3 vezes onde a última palavra é alterada (ou misturada, ouça e você entenderá). Se eu não me engano, pelo que li há muito tempo, a primeira versão é prosa, a segunda poesia e a terceira eu não me lembro. E ainda tem melodia de programa policial de rádio e emenda com Deus Lhe Pague, esse sim, um protesto dos bons! Veja aqui.
O melhor Reggae de todos os tempos: Não há (Reggae é ruim e odeio Reggae)
A melhor regravação que não tem nada a ver com a original: With a Little Help From My Friends (Joe Cocker) & Bridge Over Troubled Water (Quincy Jones)
Como pode um cara pegar uma baladinha besta pacas e transformar num lamento incrível, cativante, quase beirando um blues? Joe Cocker conseguiu isso em 1969, transformando-o em um astro e detonando em Woodstock. Aliás, a versão de estúdio tinha Jimmy Page nas guitarras.
Já Quincy Jones pegou a musiquinha sem sal de Simon & Garfield e verteu num rhythm & blues no álbum Gula Matari de 1971. É infinitamente superior à original e tem um pequeno mas profundo solo de guitarra de detona!
Joe Cocker está aqui e Quincy Jones aqui.
O melhor solo improvisado de todos os tempos: o saxofone de Diminuendo & Crescendo in Blues (Paul Gonçalves e a orquestra de Duke Ellington) Em 1956 Duke Ellington, o maior compositor americano de todos os tempos, estava no ostracismo, por incrível que pareça. Aí, o duque foi convidado para se apresentar no seletíssimo Newport Festival. Lá pelas tantas, o público já cansado começou a deixar o espetáculo na metade. Ellington terminou o que estava tocando e tascou Diminuendo & Crescendo. Só que Paul Gonçalves, um de seus saxofonistas, se entusiasmou e começou a improvisar um solo que durou 6 minutos!!! O público que estava saindo voltou e Ellington retornou às paradas! Se jazz é improviso, essa música é o que mais representa o gênero. Esta não é a versão de Newport, mas veja Golçalves aqui.
O melhor pé na bunda musical de todos os tempos: Eye In The Sky (Alan Parsons Project)
Leia a letra. O cara pede para a menina parar de se desculpar, parar de virar a mesa, que as chances acabaram, que ele sacou o que ela é, apesar de que o sol nos olhos dela é uma dessas mentiras que valem a pena serem acreditadas. É o máximo! Eu queria dar um pé na bunda desses (mas já levei um parecido). Ouça aqui.
O melhor Blues de todos os tempos: Gambler´s Blues (Otis Rush)
A música é de BB King, mas a versão à la Chicago Style, com metais, baixo dominante e um solo rasgante de guitarra que Otis Rush montou faz com que você queira se chacoalhar todo e chamar sua goomah de cretina! Veja aqui.
O melhor Country de todos os tempos: The Devil Went Down to Georgia (Charlie Daniels Band)
Essa já apareceu até num episódio de Os Gatões e acompanhou (e muito) algumas baladas lá nos meus 15 anos de idade num incrível fusca azul calcinha (não é, Tadeu?). O diabo vai disputar um duelo de violinos com Johnny e perde! Anos depois eles fizeram a revanche com The Devil Went Back to Georgia com Johnny Cash e Travis Tritt nos vocais. O duelo original está aqui e a revanche aqui.
A melhor história parecida com novela mexicana numa música de todos os tempos: The Baron (Johnny Cash)
Essa é de doer de tão boa! O barão vai jogar snooker com Billy Joe (não confundir com o chatíssimo cantor pop) e lá pelas tantas, detonando no jogo, descobre que o moleque é na realidade seu filho! UAU! O jogo nunca terminou, a bola oito nunca caiu, segundo a letra. Ah, e no refrão ele ainda detona o moleque: se eu tivesse te conhecido antes, você jogaria melhor! Assista o clipe aqui.
A melhor música que o Sidney Magal deveria ter gravado de todos os tempos: She Bangs (Ricky Martin)
Eu não sei porque toda vez que eu ouço essa canção penso em Sidney Magal, mas a psiquiatra não comentou nada porque nesses casos não se deve contrariar. O clipe, cehio de coisas que Ricky Martin não curte está aqui.
O melhor tema orquestrado de seriado de TV: Galáctica - primeira versão
Caramba, só o começo era de arrepiar com os trompetes tocando a toda! No further questions. The video is here.
O melhor tema cantado de seriado de TV: Final Frontier (Mad About You) & Woke Up This Morning (The Sopranos)
Além de escrever, dirigir, produzir e estrelar o seriado mais perfeito sobre relação homem-mulher, Paul Reiser também é co-autor da música. A versão com Anita Baker, que consta da trilha, acabou ficando mais famosa e usada nos últimos episódios. Assista a abertura aqui.
Já Woke Up This Morning existia antes do seriado ter sido pensado e se encaixou como uma luva para a figura macabra de Tony Soprano. É cantada pelo conjunto Alabama 3. Veja Soprano chegando em casa aqui.
O tema de seriado mais versátil e inteligente de todos os tempos: Seinfeld
Um solinho de baixo, uns metais e pronto! Está feita uma música para se usar em todos os episódios e a todo momento. Genial como a série (é meu som no celular!!!). Ouça aqui.
Os melhores temas inesquecíveis de filme de todos os tempos: James Bond Theme (Monty Norman), Mission Impossible Theme (Lalo Schifrin), The Pink Panther Theme (Henry Mancini)
Por que um empate triplo? Porque já nos primeiros acordes você já sabe do que se trata. Depois, nunca mais vão conseguir se desvencilhar dos seus personagens. E terceiro, o tema de Bond já remete a filme de espião, o de Missão a coisas difíceis de serem feitas e o da Pantera...bem..... à classe, sensualidade e porque não dizer, erotismo?
O melhor tema instrumental de desenho animado de todos os tempos: Jonny Quest
Vai encarar? Pega eu! A abertura do desenho está aqui. E o final aqui.
O melhor tema cantado de desenho animado de todos os tempos: George of the Jungle
Além da paródia de Tarzã ser engraçadíssima, o tema é para lá de criativo com aqueles tambores batendo e o coral gritando Watch ou for the tree! O filme com Brendan Fraser também é legal! Relembre aqui.
A música mais engraçada sobre sexo de todos os tempos: Friggin´ in the Riggin´ (Sex Pistols)
Leia a letra aqui e comente depois. É uma sacanagem só. E ouça aqui.
A pior música do Queen de todos os tempos: Radio Gaga
Putz, como é que uns caras que nos deram Bohemian Rapsody, Crazy Little Thing Called Love, Another One Bites the Dust, We are the Champions etc etc etc criaram essa porcaria? E ainda fez sucesso!
(e finalmente)
O melhor compacto single com a música mais impactante que um cara de 14 anos de idade poderia ouvir numa viagem com amigos com um momento surpreendente e revelador do que poderia pintar no futuro: Under Pressure (Queen)
Lá fomos nós "viajar" para a represa do Guarapiranga para visitar um amigo de escola e Johnny Lo tira da mochila o compacto recém-lançado de Under Pressure. Foi só escutar pela primeira vez que a música me marcou para sempre. Ah sim, também serviu de trilha sonora para um momento naquele fim-de-semana, onde biquini de uma menina escapou e vi seu peito ao vivo e em cores ena minha frente, pela primeira vez.... capicci? Veja aqui. O clipe não os peitos da menina.
Por hoje é muito. Em breve postarei mais categorias absurdas para músicas e um dos posts sobre vídeo-clips.
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