quarta-feira, 21 de outubro de 2009

EXPRESSÕES QUE ODEIO! Parte I


Tudo começou com o incrível Marcos Túlio Árabe na Abril e continuou com o maravilhoso Fábio Almeida (companheiro de tantas abobrinhas) no IDG: a relação de expressões idiotas que as pessoas usam na língua portuguesa.

Aqui vai uma lista muito pessoal das mais odiáveis:

1) Fazer Amor: os únicos homens que realmente fazem amor são aqueles que trabalham na fábrica da paçoquinha. O resto trepa, transa, fornica, copula. Homem não faz amor. Aliás, acho que ninguém faz amor. Pode fazer com amor. E antes que as meninas comecem a chiar, pense: o que vocês iam achar daquele ragazzo que chega ao pé do ouvido e diz: "vamos fazer um amorzinho gostoso?". Vocês iam considerá-lo bom de cama?

2) Janta: Essa é de doer. Pelamordedeus, a menos que você seja do Bráz ou do Bixiga, fale JANTAR! E o pior é o diálogo:

- O que vai ter de janta?

- De mistura vai ter arroz!

Mistura? Tá servindo resto de ontem?

3) A nível de: não dá nem para comentar.... a nível de burrice, essa ganha!

4) É para mim fazer isso? Se seu nome for Flecha Quebrada, Urso Carinhoso ou Pedra Lascada, falar "para mim" é simplesmente ótimo. Vai combinar com seu cocar e sua tanga. Se esse não for o caso, aprenda: é para EU fazer? Nossa, você comprou esse presente para mim?

5) Mas...: tantas vezes no MSN e em e-mails eu vejo coisas como "eu fui lá na casa da minha irmã MAIS ela não estava...". Aí eu lembro que o Golias ou o Costinha fazia todo um discurso sobre Mas, Mais e Más. É mais ou menos assim: 2 MAIS 2 são quatro. Elas não tem caráter e são MÁS. Eu queria arrebentar sua cara MAS não posso. Capicci?

6) Um beijinho no coração: depois vem o que? Pitoquinha no Pâncreas? Chamego na Glândula Pituitária? Cafuné no Esôfago? Pior que isso só aquelas teenagers que nos davam cheques de um milhão de beijinhos no colégio e não queriam descontar.

7) Outras que merecem comentário: tipo assim, mano (meu pai traçou sua mãe?), aff (nova moda em MSN), demorô (demorô para você tomar uma na testa), olha só (coisa de carioca).

Stanislaw Ponte Preta, saudoso cronista carioca, dizia que as pessoas "entortavam o vernáculo". Ele tem razão.

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